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21 de maio de 2009

O que vem depois da lei de "homofobia"



UBE - BLOGAGEM COLETIVA

União de Blogueiros Evangélicos

VOCÊ VAI PERMITIR?
(¿Usted lo permitirá?)

Pastor Hector Muñoz Uribe - Concepción/Chile

Tradução de João Cruzué

O que você diria se um homossexual entregasse a "teu" filho de oito anos um “manual” para convencê-lo de que suas condutas [homossexuais] são inteiramente normais? Que diria você se esse “manual” lhe inculcara que as condutas homossexuais não são aceitas por culpa da Igreja e da moral cristã que você tem ensinado?

Que diria você, se soubesse que esse “manual” vem acompanhado de um cursos, que inclui algumas “tarefas” como fazer um convite para um homossexual vir a sala de aula para que explique suas próprias experiências, ou pior ainda, efetuar visitas a organizações de homossexuais, onde se lhe explicará com todos os detalhes como se deve “assumir” a homossexualidade?

E, que diria você se o Ministério da Educação (do Chile) outorgasse um respaldo oficial a este “manual” dando-lhe boas vindas, como acaba de fazê-lo a chefe do Departamento de Educação Extracurricular do Ministério de Educação, Magdalena Garretón: “São muito bem-vindos os materiais para ensinar sobre este tema” (publicado no Jornal El Mercúrio em 28 de abril de 2009) ainda que o MEC – Chileno não o respalde?

Tal situação não é uma mera possibilidade. Ao contrário, é muito provável que seu filho deva estudar o manual “Educando na diversidade, orientação sexual e identidade de gênero” editado pelo “Movimiento de liberación homossexual [do Chile] e financiado pelo governo socialista de Extremadura (Comunidade Autônoma da Espanha, cuja Capital é Mérida) e pelo “Movimiento homosexual Triángulo”, também da Espanha.

Esse “manual” se destina, em uma primeira edição, a 250 colégios da Região Metropolitana de Santiago para crianças desde a 7ª séria do ensino fundamental até o 4º ano do ensino médio, além de oferecê-lo gratuitamente em página da WEB.

Seu objetivo é acostumar aos meninos, e entre eles pode estar “teu” filho, com as condutas homossexuais, acabar com qualquer objeção de consciência a essas condutas e, por último, a quem já tenha sido pervertido por suas diretrizes, a “sair do armário” publicamente. Ou seja, uma apologia da homossexualidade.

Mas este "manual" não fica apenas na teoria. Explica também a meninos e meninas que em seu "processo de auto-conhecimento" se deve destruir a "homo-transfobia-interiorizada", acabar com o recato e a vergonha sobre sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Em poucas palavras, isto significa que os ativistas homossexuais trataram de convencer a muitos meninos, que se encontram em uma fase de amadurecimento incipiente, de que são homossexuais sem sabê-lo, e que mais adiante se devem comportar como tais.

Posteriormente lhes mostra, nesse processo de "auto-conhecimento", que poderão ter experiências "de intimidade com pares homossexuais ou transexuais e, finalmente, lhes recomenda, a "saída do armário", ou seja, que proclamem sem vergonha sua condição homossexual.

Segundo o "manual", a principal culpada da discriminação aos homossexuais é a influência do cristianismo. Uma das religiões que consideram a homossexualidade com um pecado que atenta contra a moral e os bons costumes.

O "manual" explica aos meninos que "o pecado é um conceito religioso que somente se baseia na Bíblia, em texto "não conclusivo".

A consequência é que "teu" filho, na medida que se deixe induzir por ativistas homossexuais, se convencerá da "normalidade" de tais condutas, e terminará inevitavelmente rechaçando qualquer influência moral da religião, por crer que esta é a causadora de todas as discriminações.

Toda esta incitação à imoralidade e instigação à apostasia da moral cristã está sendo financiada pela Junta de Extremadura do PSOE (partido político da Espanha) e pela fundação espanhola "Triángulo" de lésbicas e homossexuais para impor sobre o Chile o que hoje já é lei na Espanha: as uniões civis homossexuais e a adção de crianças por parte desses "casais".

Mas o objetivo do Movimento de honossexuais (Movilh) é que o Ministério da Educação - 0 do Chile - incorpore o manual para lhe dar uma distribuição nacional. Segundo eles, o Movilh com esta publicação está "fazendo as vezes" do MEC-Chileno.

Afirma o "Movilh" que há jovens que estão solicitando sua publicação em todas as nas províncias chilenas (de Arica a Punta Arenas) sem embargo, uma política educação sexual para estudantes via Ministério da Educação ( CNN Chile, 18 de abril, 2009)

Isto é uma clara pressão para que o Governo do Chile "encampe" este manual como um texto educativo para todo o país. Tal eventualidade é bem provável, uma vez que o grande financiador das atividades do "Movilh" é precisamente o governo do Chile.

Ademais, o próprio Ministério de Educação do Chile há deu as "boas-vindas" a este péssimo manual e no passado recomendou um livro de conteúdo muito semelhange que aconselhava aos meninos: "Faça contato com alguma pessoa homossexual que você conheça". Se puder, convide-a para conversar em seu curso no colégio" (Cambiando de Piel" - edição "La morada" 1997)

Pense um pouco em "teu" filho, ou em "tua" netinha. Pense na pressão do ambiente desse curso, nas burlas e sanções, se se obstina em considerar que as condutas homossexuais são "intrisicamente desordenadas" ou simplesmente, um pecado, como sempre tem ensinado a Igreja cristã.

Resistirá?

Este "manual" é uma clara incitação à apostasia da moral cristã e da fé, e um curso de perversão sexual para as crianças; para seu filho e para sua filha e faz parte de uma campanha para descristianizar o Chile desde suas próprias raízes.

E não pense que se você os matricular em um colégio cristão estarão a salvo desta influência. O "manual" foi redigido graças a uma "experiência piloto" realizada em vários colégios, entre os quais, o "Alma Matar" e o "Monsenhor Enrique Alvear", que dizem ter uma orientação católica.

É necessário e urgente exercer uma presão sobre o Ministério da Educação para impedir que aqueles que pretendem dar um respaldo oficial a este "manual" tenham êxito. Se a Ministra da Educação não vir, de parte dos pais de família uma forte reação conrtra esta campanha de pervertimento de nostros filhos, poderá por ceder diante das pressões do movimento dos homossexuais.

As declarações de boas-vindas da chefe do departamento de Educação Estracurricular do Ministério da Educação Chileno, Magdalena Garretón, a este material, são um claro indício de que se pretende aprovar oficialmente esta publicação.

Por esta razão, é urgente que você faça chegar agora mesmo seu protesto a Senhora Ministra e re-envie este email a todos seus conhecidos. Envie agora mesmo seu protesto. Emails e cartas o mais que puder. Que o Chile se informe da verdadeira realidade.

Email recebido do Pastor Hector Muñoz por João Cruzué, via Facebook.

Original em espanhol: Blog Mirar Cristiano


Comentário: precisa dizer mais alguma coisa? Hoje isto está acontecendo no Chile; amanhã, provavelmente, poderia acontecer no Brazil. Vejo uma Igreja cristã brasileira indiferente, desatenta e desmobilizada. Do outro lado, o exército dos "amalequitas" está formado. A Igreja não está levando em consideração o tamanho do mal que está por vir. Que suas lideranças acordem e comecem a se mexer dentro do exercício democrático. Tanto em oração quanto politicamente. Engana-se quem pensa que se a Lei da "homofobia" passar, o ativismo homossexual vai se arrefecer. Aí está o exemplo do Chile para que ninguém se deixe enganar. (João Cruzué)

20 de abril de 2009

O FIM DO MUNDO


 Ézio Pereira da Silva

Você acredita no fim do mundo? Acredita que o mundo acabará?
Não! O mundo não terá fim!
Em diversas situações, textos e contextos, na linguagem escrita, falada ou, até mesmo pensada, "O Fim do Mundo" ou "O mundo vai acabar" é uma idéia que denota, em sua origem, o fim de tudo, inclusive do planeta terra.
Essa é uma frase frequentemente empregada (pensada, escrita ou verbalizada) em várias partes do nosso planeta; e é muito provável que seja pela maioria de seus habitantes.
Mas, quem disse mesmo que o mundo se acabará? Você acha que o mundo vai acabar?
Não! Não vai! Pelo menos, não como muitos podem pensar; como algo que será aniquilado para sempre.
- “Mas, não haverá um fim?”- “Tudo vai continuar da mesma maneira como é hoje?”
- “Não vão acabar todas as coisas?” “Não haverá um ponto final para tudo?”
Bem...! Colocadas assim, essas questões básicas da existência humana aqui na terra, podem ser melhor elucidadas, com respostas simples, claras, certas e esclarecedoras, para uma compreensão mais fácil.
Existem dois textos da Bíblia que desejo mencionar sobre esse assunto.
O primeiro está na segunda carta de Pedro, capítulo 3, versículos 10 a 12. Eles falam de uma destruição física que, sem dúvida, ocorrerá em um futuro bem próximo.
O segundo se encontra no versículo 13, do mesmo capítulo da referida carta, o qual revela a existência futura e eterna de novos céus e nova terra, confirmada na última epístola da Bíblia, o Apocalipse, capítulo 21, verso 1, como o cumprimento da promessa feita por Deus, conforme registrada no livro de Isaías, capítulo 66, verso 22.
O ponto crucial desses questionamentos envolve uma realidade próxima e certa, e desemboca na principal e mais relevante questão a ser feita e respondida: qual é a importância disso para mim?
Tudo depende de uma decisão a ser tomada por você a respeito de Jesus Cristo, antes dos futuros acontecimentos, e que determinará a sua relação com a eternidade sem fim.
Existem apenas duas opções, das quais você, obrigatoriamente, pode escolher apenas uma.

Uma decisão é: desconsiderar o que estou propondo. Nesse caso, você deve estar consciente do que irá lhe suceder eternamente. Aqueles que pensam tomar uma decisão diferente daquela proposta de seguir a Jesus devem ter uma preocupação séria e repensar mil vezes antes de serem envolvidos em todas as suas consequencias.

A outra decisão (a que eu aconselho) é: Se você acreditar em Jesus e recebê-lo como seu Senhor e Salvador, entregando a ele a sua vida, nenhuma preocupação você precisa ter em relação ao seu futuro eterno. Como resultado, você será salvo eternamente e receberá da parte de Deus o poder e o privilégio de possuir a vida eterna.

Tome a decisão certa. Deixe Jesus entrar em sua vida. A decisão que você escolher terá resultados de vida eterna ou de morte eterna.

Observação muito importante: isso não é terrorismo; é um esclarecimento e alerta!

18 de fevereiro de 2009

O Ateísmo


Ézio Pereira da Silva

* Crítica que enviei à redação do G1 - O Portal de Notícias da Globo, em vista da divulgação de uma reportagem intitulada “Criacionismo resiste às idéias de Darwin”, cujo conteúdo combate a narrativa bíblica da criação e é apresentado com acréscimos pessoais pelo jornalista/repórter Marcos Uchôa. Posteriormente, o Portal, informou ter encaminhado o texto aos editores.

*******************

Sr. redator,

O sr. Marcos Uchôa, "repórter" do, ou para o, G1, fugindo flagrantemente da sua função (por isso grafei a palavra "repórter" entre aspas, porque isso não é reportagem e, sim, opinião pessoal), de forma extremamente preconceituosa e descabida, pois, para os leitores, tenta atribuir à Teoria da Evolução uma condição científica. Ora, isso é tripudiar em cima da inteligência e do senso crítico das pessoas. Fala em "intolerância religiosa" quando ele, demonstrando forte preconceito religioso, se mostra indignado contra o criacionismo. Usa expressões pejorativas como: "essa gente”. Não passam despercebidos o seu tom, sarcasmo, insinuações e associações, misturando pessoas e ciência. Quem é um juiz federal para julgar essas coisas?

Por que o Sr. Uchôa, novamente, fala de ciência, referindo-se à teoria da evolução, a qual continua sendo uma teoria e não uma ciência? Por que associar ciência com Darwin? Por que os criacionistas possuem um peso inferior aos “cientistas”? Demonstra, com todas as letras, que não pode ser juiz de ninguém; fala o que foge ao seu nível de conhecimento; aventura-se por uma área que desconhece, até mesmo em suas bases. Por que fé não se pode provar? E, por que, se a ciência exige prova em sua essência, considera a teoria da evolução (que é apenas uma teoria) como ciência, se ela não oferece provas, na sua essência? O criacionismo tenta misturar as duas coisas, fé e ciência? O criacionismo não mistura. Ele tão somente percebe a coexistência das duas coisas, que não são contraditórias. O Sr. Marcos precisa entender que a verdadeira fé é confirmada pela ciência verdadeira e vice-versa. Existem vários cientistas que não aceitam a teoria da evolução como ciência. Ele sabe disso! A fé verdadeira não é cega, mas ela não pode se misturar com a pseudociência. O criacionismo não desconhece que o evolucionismo defendido por seus adeptos possui, como amiúde tem claramente demonstrado, o objetivo de tirar Deus da história da criação do mundo e da raça humana. É o ateísmo, na sua essência! Não demorará muito e isso terá um ponto final.

A sensibilidade, concedida pelo Criador ao ser humano, mostrará na ocasião própria que o atual ATEÍSMO nada mais é do que o orgulho, a vaidade, a soberba, a ignorância, a loucura, a insensatez, a ingratidão e a cegueira levados às últimas consequências, cujo fim trágico, irremediável, certo e irreversível, já está determinado por Aquele que é o objeto direto de seus ataques.

16 de fevereiro de 2009

De Cada 10…

Ézio Pereira da Silva

Sabemos que “De cada 10 pessoas no mundo, 10 morrem” *. Essa é uma verdade incontestável e inegável. Já é ponto pacífico entre todas as pessoas. Todos estão de acordo com essa afirmação, mesmo que ela não seja agradável para muita gente (alguns desejariam ser eternos aqui na terra).

Alguém já falou, também, que “De cada 10 pessoas no mundo, 10 precisam de Jesus”. Essa é outra verdade. Mesmo sem haver unanimidade quanto ela, é mais real e forte que a primeira. Explico!

“Quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Evangelho de João, capítulo 3, versículo 3 – Bíblia Sagrada). Essas palavras foram ditas por Jesus – fazem parte de seus ensinamentos. Esse ensino implica em que a pessoa que nasce apenas uma única vez, morre duas vezes. Jesus continua esse ensino no versículo 16, do mesmo capítulo dizendo: “… Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Entrar no Reino de Deus significa nascer de novo; é viver eternamente; é ter, é possuir a vida eterna. Não perecer significa não morrer espiritualmente. Quem nasce de novo, adquire a vida eterna. Esse ensino absolutamente nada tem a ver com a doutrina da reencarnação.

Ninguém nasce fisicamente duas vezes. Jesus afirma, ainda, no versículo 5: “… quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus”. Significa nascer, a primeira vez, no corpo físico; e a segunda vez, no espírito. O nascimento ao qual Jesus se refere é o nascimento espiritual.

Dessa forma, quem nasce só uma vez (o nascimento físico), mas não nasce outra vez (o nascimento espiritual), morre duas vezes: a morte física e a morte espiritual. Ou seja: morre uma vez, fisicamente e, depois, morre outra vez, espiritualmente. Será eternamente separado de Deus. Essa é a morte espiritual; a morte eterna.

De outra maneira, quem nasce duas vezes (o nascimento físico e o nascimento espiritual) morre apenas uma vez, a morte física; porque viverá eternamente com Deus. A Bíblia Sagrada é farta nesse ensinamento.

Voltando, então, à citação do segundo parágrafo: “De cada 10 pessoas no mundo, 10 precisam de Jesus”. A razão dessa afirmação é: todas as pessoas que desejarem ser salvas e possuir a vida eterna 
precisam reconhecer e receber Jesus Cristo em suas vidas, como Senhor e Salvador.

A base para isso são as seguintes palavras de Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Evangelho de João, capítulo 14, versículo 6). Ele é singular; é o único; não há segunda opção, nem alternativa.

Quanto a eu dizer que a afirmação “De cada 10 pessoas no mundo, 10 precisam de Jesus” é mais real e forte que “De cada 10 pessoas no mundo, 10 morrem”, é pelo fato de que nem todos morrerão, mesmo fisicamente, quando Jesus voltar à terra.

Entretanto, nem sequer uma pessoa no mundo pode prescindir de Jesus, se quiser ser salvo e possuir a vida eterna. Qualquer pessoa normal, inteligente e sábia logo perceberá isso ao ler.
 
*Frase citada do Blog: mauevivian.blogspot.com/

Elas Ainda Estavam Lá!

Ézio Pereira da Silva

                                                 
Quando do retorno de Jesus à terra, tudo que foi construído, de maneira permanente, isto é, para a eternidade, permanecerá em pé.

Por isso, é que todos devem fazer caminho direito para os seus pés, plantando aquilo que espera colher. Uma afirmação, retirada dos princípios cristãos contidos na Bíblia Sagrada, e já consagrada pela sabedoria popular, diz que tudo aquilo que o ser humano semear ele colherá.

Cada semente dá o seu fruto segundo a sua espécie.

Então, até mesmo com base na sabedoria popular, cada pessoa precisa semear a fé e a palavra de Deus em si mesma e estar preparada para a volta de Jesus Cristo à terra, enquanto ainda há tempo.

Aqueles que creem em Jesus, permanecerão para todo o sempre, ou seja: para a eternidade sem fim. Não serão como as Torres Gêmeas, as quais, apesar de parecerem tão firmes, foram demolidas, ainda que esse acontecimento tenha surpreendido os próprios terroristas pois, mesmo eles, não esperavam tal resultado.

A Bíblia Sagrada afirma que "... o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente." - 1 João 2.12.

Se você, de coração sincero, deseja ter os seus pecados perdoados e viver eternamente, creia em Jesus Cristo e entregue sua vida a Ele.

Procure uma igreja genuinamente cristã, onde a Bíblia é ensinada e obedecida, e comece a viver para Deus, seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo e obedecendo a sua palavra. 

Assim você permanecerá (viverá) eternamente.

O Espírito da Lei

Ézio Pereira da Silva

Quanto mais conhecemos uma pessoa e com ela convivemos, tanto mais descobrimos as suas imperfeições, seus erros e suas falhas.

No entanto, no lugar de ser um motivo de tropeço, fofocas, maledicências e murmurações e para denegrir a imagem de alguém, esse conhecimento é uma excelente oportunidade, não para condenarmos nem julgarmos a pessoa, mas para ajudá-la a ver a si própria, a ser perfeita e para exercermos a prática do perdão.

“Olho por olho; dente por dente”. Esta era a lei de Moisés. A Lei de Talião. Essa lei não era essencialmente uma lei de vingança, como muitos erroneamente pensam. Era uma lei de misericórdia e de amor. Ela foi outorgada para que não houvesse ofensa entre os indivíduos, nem a prevalência do mais forte sobre o mais fraco pois, ela castigaria o ofensor se ele ofendesse voluntariamente a outrem.

O espírito dessa lei mostra que ela foi estabelecida para proteger o ofendido e punir o agressor. E não somente isso, mas, também, para regulamentar a pena a ser aplicada ao ofensor, a fim de que o castigo não ultrapassasse a ofensa praticada. Isto queria dizer que o castigo não poderia ser maior que a ofensa. Com isso, a lei mostrava, pela sua justeza, sua origem divina.

Uma pena de 40 açoites havia sido determinada, em Israel, para alguns pecados. Mas, houve uma época na história daquela nação em que, com aquele receio em mente, era razão suficiente para que os judeus aplicassem a quantidade de açoites, conforme determinava a lei, diminuído porém de um. Não ultrapassavam o limite de 39 açoites, para não incorrerem em excesso de castigo, pois estava bem vívido ainda em seus pensamentos o caráter de Deus, oposto à injustiça e à violência.

Deus não utilizou suas prerrogativas de Juiz nem fez caso de nossas ofensas. Ou seja, não nos castigou segundo o que as nossas ofensas mereciam, nem tampouco deixou de dar-nos o perdão. Pelo contrário, em Cristo Jesus, ele nos perdoou totalmente e deu seu exemplo, a fim de que nós, também, perdoássemos aqueles que nos ofendem. O perdão tem o significado e a ação de misericórdia.
Alguém disse que, muitas vezes as pessoas não estão necessitadas do julgamento, mas do nosso perdão. Elas já se encontram feridas, machucadas, aflitas e quebrantadas. Nessas condições, precisam de compreensão, do consolo, do apoio e do perdão. Ninguém tem maior motivo do que Deus para nos reprovar e condenar. No entanto, ele não nos reprimiu nem nos repulsou de sua presença, mas ofereceu-nos perdão e ajuda. O perdão não cabe ou não tem sentido onde não há ofensa. O perdão existe para isso: perdoar. Perdoemos, então! Esse é o espírito da lei.

A Vida Que a Fé Produz

Ézio Pereira da Silva

Por mais que possa parecer, ainda que o justo seja levado de roldão na manifestação do juízo temporário de Deus e seja por ele atingido, o justo nunca perecerá como nem com o ímpio, porque o que se tem em vista não é o aspecto físico do ser humano, mas a eternidade. O que realmente conta é o juízo final, definitivo.
Os juízos provisórios aplicados por Deus podem atingir os justos, ou as consequências do ajuizamento do Senhor podem resultar em rebarbas que faiscantemente atinjam os justos.
No fim de tudo, no entanto, se verá claramente a “diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve” (Ml 3.18). Há exemplos disso nas Escrituras.
Entre os cativos que foram levados para Babilônia estavam justos como Daniel e seus três companheiros Ananias, Mizael e Azarias, conhecidos como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Eram justos, mas achavam-se escravizados em Babilônia e envolvidos pelo juízo de Deus que se abatera sobre Judá e Jerusalém.
Nas regiões da sombra da morte, de que fala Mateus 4.16, viviam José, Maria (mãe de Jesus), Isabel, o sacerdote Zacarias, a profetiza Ana e outros justos que esperavam a redenção de Israel, mas estavam (expatriados) e sofrendo um regime de semi-escravidão por causa dos juízos e da justiça de Deus sobre Israel.
As crianças daqueles que eram destruídos por Deus sofriam conseqüências trágicas e não raro a morte. Eram inocentes e, por isso mesmo, justas.
Deus, quando se trata da preservação de pessoas, não dá o mesmo nível de tratamento como o que é utilizado com relação à eternidade. O foco de sua atenção quanto a preservar e manter a vida, está centralizado na vida após a morte.
Daí que podemos compreender porque Deus, não raras vezes, permite e até determina e estimula o sofrimento humano. A finalidade é pacífica e salutar, porque tem em perspectiva a vida futura. Nosso reino e nossa pátria não são nem estão neste mundo.
Por essa razão é que Deus responde à indagação de Habacuque em termos que lhe desagradaram, deixando-o perplexo. Porque o profeta, a princípio, tinha em vista apenas o aspecto físico, a preservação da vida física e do corpo. Não visava o espiritual, o sobrenatural.
Ao trazer o juízo sobre Judá, Deus, pelo contrário, não considerou o físico e, sim, o imaterial, incorpóreo, tendo em conta que os caldeus que viriam justiçar Judá, também, atingiriam fisicamente os justos.
Naquela altura então, Deus traz uma revelação que provavelmente tenha consolado o desapontado profeta: “o justo viverá pela fé” (Hc 2.4). Em outras palavras, estava dizendo a Habacuque que, ainda que o justo fosse atingido e chegasse até mesmo à morte física, contudo ele haveria de viver eternamente pela sua fé. Isto é, teria uma vida de qualidade incomparavelmente melhor e eterna se permanecesse fiel, vivendo em fidelidade.
Naquele contexto histórico, Deus poderia utilizar a fé do justo, tanto para preservá-lo do perigo iminente que se abateria sobre Judá, como para deixá-lo sucumbir (já que possuía o trunfo da fé) e galardoá-lo com a vida futura.
É necessário depreender do texto de Habacuque um conceito mais elevado, tanto da vida, muito além de seus aspectos físicos, quanto da fé, que extrapola os limites da preservação da vida temporal. Russell N. Champlin disse que “a vida na direção da qual o crente é dirigido pela fé é a vida eterna”.
Certamente poderá se argumentar que Noé foi preservado no dilúvio e Ló da destruição de Sodoma. É verdade! Mas, nestes casos, e em vários outros relatados na Bíblia, Deus tinha papéis importantes e projetos específicos para aquelas personagens.
Há propósitos de Deus para ambas as situações. Isso é que precisamos compreender, para não termos um conceito equivocado de Deus, nem sermos apanhados de surpresa ou nos escandalizarmos com aquilo que ele faz ou deixa de fazer. Em qualquer situação e circunstância prevalece a sua soberania, amor, justiça, sabedoria, coerência e fidelidade.
Por que parece que os perversos triunfam sobre os justos? Por que muitas vezes os maus possuem regalias e vivem bem e os santos do Altíssimo não? São indagações que carecem de resposta.
A razão é que os ímpios estão desfrutando os benefícios do seu reino passageiro e só das coisas materiais desta vida, abaláveis e que não possuem reflexos positivos na eternidade. Os santos não! Estes estão aguardando um reino inabalável e que não será destruído jamais. É eterno!
A passagem de Habacuque focaliza a vida presente, apenas em parte, conforme podemos perceber, pela deportação dos justos, acima referidos, para Babilônia. O significado mais profundo, parece ter ficado momentaneamente aquém da compreensão do profeta.
O apóstolo Paulo (Rm 1.17; Gl 3.11) e o escritor de Hebreus (Hb 10.38) aplicaram o mesmo texto à vida futura, reinterpretando a profecia, dando-lhe um sentido mais completo, exato, profundo e elevado. Exatamente aquilo que Deus havia proferido.
A perspectiva é a da vida eterna. Se o justo era justo pela fé em um Deus sabidamente bom, esse justo deveria compreender, também, este ato de justiça de Deus em sua manifestação física.
Portanto, sem desconsiderar que vivemos na terra, não permitamos que nossas mentes, ações e motivações estejam niveladas ao secular, à vida terrena. Esta é transitória. Porém, a celestial e futura, que aguardamos, é eterna.

14 de fevereiro de 2009

A Fé

Ézio Pereira da Silva

A fé de uma pessoa leva Deus a agir em seu favor, atendendo-lhe as petições, independentemente de sua obediência à palavra de Deus. Confere com isso a observação que Jesus fará no último dia, quando disser "... nunca vos conheci. Apartai-vos de mim vós que praticais a iniqüidade"(Mt 7.23).

Este texto revela que muitos terão fé para fazerem muita coisa ou receberem algo de Deus, sem, contudo, terem compromisso com a obediência a ele.

A pessoa aprovada por Deus não é a que tão somente possui fé, mas aquela que, em decorrência da fé, obedece e guarda os seus mandamentos. Inicialmente, a fé deve entrar como ponto de partida para agradar a Deus. A partir do momento em que alguém lhe agrada, ele realiza qualquer coisa na sua vontade perfeita e soberana e seu propósito. Não antes disso!

Deus pode (ele é soberano para isso) realizar algo sem que seja do seu agrado. Foi o caso da escolha de Saul como rei de Israel. Não lhe agradou o pedido - quase exigência - do povo que Samuel lhe constituísse um rei como as demais nações. Entretanto, Deus assim o fez.

Pode ocorrer, por outro lado, de Deus agradar-se algo realizável, mas que ele não faz, em vista de seu conhecimento total, perfeito e prévio de todas as coisas. Embora possuindo caráter agradável, contudo ele pode deixar de realizar, em razão de outros fatores tais como: ocasião oportuna, propósito ou finalidade, forma, quem vai fazer ou através de quem ele vai fazer, etc.

Existem casos de cura ou de solução de problemas que Deus opera simplesmente por causa de sua misericórdia, tendo em vista o seu caráter complacente e misericordioso e o estado lamentável em que a pessoa se encontra; e não necessariamente por causa da fé.

Evidentemente, não se pode negar a profusão de ações malignas, realizadas até mesmo em nome de Deus, a fim de tornar uma pessoa acreditar em um ensinamento contrário à sua palavra, com conseqüências e desdobramentos mortais e eterno. Contudo, não podemos creditar ao diabo tudo que ocorre em termos de milagres, ainda que fora dos arraiais evangélicos, mesmo sem a obediência a Deus. Isto porque Deus não se circunscreve apenas ao nosso meio. Não está limitado às igrejas evangélicas. Por isso, a nossa imprescindível e indelegável necessidade de discernimento.

Apesar de o nosso inimigo possui muito poder, existem, porém, certos milagres, das mais variadas espécies, que só Deus pode realizar.

Seria possível alguém obedecer a Deus sendo possuidor de fé ínfima? Parece que foi o caso do pai do garoto que estava possesso por um espírito imundo ao exclamar: "ajuda-me na minha falta de fé" (Mc 9.24).

Hebreus 11.1 diz que "sem fé é impossível agradar a Deus". Mas isso é apenas uma possibilidade de se agradar a Deus pela fé, ou com a fé. Ou seja, parece que a fé simplesmente, desacompanhada da obediência, isolada, não agrada a Deus na sua vontade perfeita. Realmente, sem fé é impossível agradar a Deus, mas não basta só a fé para lhe agradar. Parece que a fé apenas abre a possibilidade de se agradar a Deus. Não implicando em obrigação sua de realizar algo.

É necessário que a fé seja acompanha pela obediência e pelas obras correspondentes. Daí é que Tiago fala que a fé deve ser acompanhada pelas obras. De outro lado, pode-se entender que a fé isoladamente, ainda que sem obediência, conquiste certas bênçãos de Deus, levando-o a agir em favor de uma pessoa, mesmo que esta não lhe obedeça. E aí, nesse caso, Deus pode agir em função não da obediência, mas da fé (esta, acompanhada pela ação que a caracteriza e a efetiva).

Assim, Deus agiu de uma forma que não lhe agradou, mas por honra à fé, como se ele fosse forçado a agir em decorrência de uma fé. Mesmo assim, a fé concretizada por uma obra, também, por si só, pode não agradar a Deus. Pode ser algo feito contra ou à revelia da vontade de Deus.

Se à fé e à obra adicionarmos a obediência, ainda assim a realização de alguma coisa pode ser desagradável a Deus, como foi o caso de Balaão. É necessário, para se completar o ciclo, juntar a fé, a obra, a obediência e colocar estes três fatores sob a vontade perfeita de Deus, pois, sem esta, pode se incorrer na sua vontade permissiva, a qual não lhe agrada, mas lhe é aceitável por opção ou para corrigir certas situações.

Dentro desse aspecto, está localizada a fé comum da salvação. Por isso, é que dizer, no último dia "Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? (Mt 7.22)", de nada adiantará para aqueles que não obedeceram o evangelho.

Quando Paulo, fala da vingança de Deus, em 2 Tessalonicenses 1.8, ele se refere àqueles que não obedecem ao evangelho. Não àqueles que não têm fé, apesar desses também estarem envolvidos, pois, como disse antes, pode-se ter fé e não ter obediência. É o caso que Tiago cita a respeito dos demônios que, mesmo possuidores de fé e temor, estão condenados.

Parece-me que a fé é neutra. É um instrumento de toque, de contato, da ação de Deus. Ela pode gerar a obediência ou não (Rm 1.5).

A fé em Deus pode ser apenas para benefícios materiais, não implicando necessariamente em obediência para a salvação. É caso da Teologia da Prosperidade.

Não entendo nem penso que todos os milagres, realizados extra mensagem do evangelho, quaisquer que forem eles, sejam feitos por demônios, por auto-sugestão, por meios naturais ou, ainda, por fatores psicológicos. Acredito que alguns deles são realizados por Deus, atendendo unicamente à fé. 

É o que poderíamos chamar de "a chuva sobre os justos e injustos". Alguns milagres Deus realiza não pretextando a salvação da pessoa (ainda que ele sempre a deseje), mas por seu amor e misericórdia.

Parece que a fé não é santa e nem profana. Poderia ser uma capacidade que Deus dá a alguém, a fim de ser realizada alguma coisa em um determinado momento, em um contexto definido, numa situação específica e com um propósito certo. Daí que alguém que não obedece a Deus ou, às vezes, nem acredita na sua existência como o entendemos, pode, por um ato de fé que não conseguimos explicar totalmente, operar determinados feitos, sem que haja qualquer compromisso da parte de Deus em salvá-lo, mesmo diante daquilo que foi realizado. Fé para transportar montanha é diferente da fé salvadora. Por isso, milagres podem ocorrer independentemente da salvação.

A desesperada e pavorosa súplica "Senhor, Senhor..." (Mt 7.21-23) deixará de existir, se a fé for acompanhada da obediência.

A fé não é uma pessoa, uma entidade ou um ser. A fé é um estado de espírito, de alma ou de ambos, em um momento cronológico ou histórico, proporcionado por Deus para realizar determinados atos, segundo a sua vontade soberana.

Quando Paulo disse que " o deus deste mundo cegou o entendimento dos incrédulos..." (2 Co 4.3), ficou claro que, antes da cegueira veio a incredulidade. Depois de não haver dado crédito à palavra de Deus, o homem fica com o seu entendimento natural, embotado, prejudicado e cego.

Contudo, existem pessoas que têm mais fé, crêem mais, na incredulidade que na própria fé; Há pessoas que são incrédulas (ou não acreditam) na fé e crêem na incredulidade. Crer na incredulidade é descrer na fé. Ter fé na incredulidade é descrer da fé.

9 de fevereiro de 2009

A JUSTIÇA DE DEUS, O PECADO E O PECADOR

Ézio Pereira da Silva

Existem determinadas ocasiões e circunstâncias em que o pecado nos parece mais brando e inofensivo. Quando isso ocorre é porque o amenizamos, mas ele em si é perverso e vem para provocar a morte em toda a sua plenitude. O pecado só é considerado de forma superficial sob nosso ponto de vista, tolerante e abrandado por nós mesmos. Deus, no entanto, sabedor de todas as suas conseqüências, o trata de forma correta. Judá e Jerusalém eram contumazes e constantes na prática da idolatria e estavam por ele empedernidos.

O clamor intercessório do profeta Habacuque, em favor de seu povo, tinha a ver com a sentença que ele ouvira de Deus a respeito de Judá e Jerusalém, exatamente por causa da obstinação desse reino em permanecer nos seus pecados.

Habacuque não tinha idéia da dimensão do pecado de Judá para entrar com a sua intercessão. Deus sabia qual era o único remédio para aquele povo pecador. E, se ele queria libertá-lo, precisava agir como havia determinado.

Compreendendo então, pelo menos em parte, a solução que haveria de ser dada por Deus e, sabedor que ele não voltaria atrás na sua decisão, mas agiria com amor porém com justiça, foi que Habacuque se interpôs com seu pedido "... na sua ira lembra-te da misericórdia" (Hc 3.2).

O apóstolo Paulo, da mesma forma, compreendeu que, apesar de longânimo e misericordioso, Deus não deixa de exercer o devido e justo juízo sobre o pecado, não sem antes dar oportunidade de arrependimento muito mais que suficiente para livrar o pecador da ira futura quando afirmou "... Deus... suportou com muita longanimidade os vasos da ira..." (Rm 9.22).

Nunca podemos nos esquecer que o pecado gera a morte. A morte é filha dele. O pecado é o pai da morte. O salário ou recompensa pelo pecado é a morte. Se pensarmos assim, de forma correta, jamais vamos achar que Deus foi demasiadamente duro ou severo demais.

Quando Deus, aparentemente, não pune o pecado, ele está agindo com sua misericórdia com a pessoa, mas já o exigiu de Jesus. As conseqüências dele, no entanto, logo vêm, porque, se não for extirpado, ele vai espalhando a morte entre outros que não possuem culpa inicial, mas podem ser contaminados. Deus, então, trata com ele eliminando-o, se necessário, juntamente com o seu agente propagador, caso este continue sendo obstinadamente sua causa propulsora, servindo de agente para a sua manifestação e crescimento.

Veja o caso de Acã (Js 7.10-26). O povo perecia por causa de um só homem.

Quando anunciou o pecado de Acã, Deus foi longânimo e deu tempo para Acã se arrepender, cobrando-o só no dia seguinte. Nesse intervalo, Acã não poderia ter se arrependido e confessado? Se o pecado estava produzindo a morte de muitos e aquele que o impulsionava continuava vivo sem nenhum pesar, Deus viu que o mal deveria ser extirpado pela raiz, juntamente com aquele que o alimentava.

Deus é magnânimo com o pecador mas não é tolerante com o pecado. Ele apenas aguarda o dia final, acumulando sua ira e vingança para aquele tempo. O que ocorre hoje, com relação a punição e castigo, é apenas o juízo temporário. O pecado nunca fica sem ser cobrado. Nunca nos enganemos a esse respeito, pensando que Deus é conivente com o pecado. Deus é santo. Não podemos deturpar o seu caráter.

Alguém peca, é persuadido, se arrepende, confessa, pede perdão e é perdoado. Quando isso acontece, todos esses passos dados e seus respectivos efeitos têm origem em Deus. Ele mesmo, por sua misericórdia e amor, é quem traz a convicção, o arrependimento, estimula a confissão, o pedido de perdão e perdoa. Tudo é ato de seu amor.

Mas note! Para conceder o perdão, ele tem misericórdia é do pecador e não do pecado. Quando ele perdoa, o beneficiado é o pecador, mas o pecado é cobrado em Jesus. O pecado então, não produz os seus efeitos eternos no pecador, no que se refere à vida eterna. No entanto, o pecado em si é punido e destruído em Jesus, no seu sacrifício. O pecado não fica esquecido e impune.

Quando Deus não perdoa, é porque o pecador, o transgressor não lhe deu condições para perdoar. A medida da pessoa já transbordou e ela não consegue mais responder positivamente ao apelo de Deus. Pisa o sangue do Senhor Jesus. A pessoa não consegue mais ser renovada para arrependimento (Hb 6.4-8). A medida da iniqüidade enche (Gn 15.16). Deus, quando trata o pecado, quer eliminar toda memória dele.

Finalmente, depois dessas considerações, cabe, ainda, uma última com relação à justiça de Deus.

Donald C. Stamps disse que o Antigo Testamento enfatiza a morte física como conseqüência do pecado, mas não define claramente a respeito do juízo eterno e definitivo dos indivíduos (Js 7.25 - Bíblia Pentecostal - Nota).