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10 de janeiro de 2017

Quando Deus Não Fala

Ézio Pereira da Silva


Resultado de imagem para silencio de Deus O silêncio de Deus é uma das maiores, mais frequentes e instrutivas respostas que ele nos dá.

Por que Deus não fala conosco nos avisando da aproximação de um perigo iminente?

Por exemplo: ele está vendo quando um veículo se aproxima e colide com o seu, você quase morre, é levado para um hospital, passa grande sofrimento, dores, perigos de morte, muita agonia, além de enormes prejuízos financeiros.

Por que ele, de alguma forma, não fez você saber antes? Se o avisasse, você poderia ter chances de evitar o acidente.

Ou, quem sabe, poderia ter enviado um anjo para livrar você do ocorrido. Não está escrito que os anjos de Deus são espíritos ministradores enviados em favor dos que hão de herdar a salvação? Hebreus 1.14.

Também que não deixará que tropeces nalguma pedra e guarda em todos os seus caminhos? Salmo 91.11-12.

Ou será que ele fala e não damos ouvidos? Não escutamos? Parece que esse fato é bem frequente. 
Pedro foi advertido. Adiantou? De certa forma e de imediato, não! Ele perigosamente negou o Senhor. 

Apesar de que, de outra forma, sim, visto que ele teve o privilégio de saber e entender que Jesus era quem afirmava ser: O Filho de Deus. Mas, isso já foi remendo, numa ação misericordiosa de Deus. No entanto, para Pedro, primeiramente ele não ouviu.

Pense nesse exemplo. Um AVC (Acidente Vascular Cerebral) não acontece de repente. É um processo lento. Começa com a formação de um coágulo de sangue que caminha lentamente, em direção ao cérebro, e termina provocando um acidente, muitas vezes mortal. Quando não, pode causar sequelas gravíssimas.

Deus estava vendo tudo nitidamente, de maneira total e perfeita, desde antes do processo ter sido iniciado.

Por que Deus não avisou a Davi sobre o incidente com Bate-Seba? Por que Davi não foi prevenido antes do perigo eminente? Será que não foi?

Por que Acã não foi advertido antes de se apropriar dos objetos proibidos? Fato que causou a morte dele e de seus familiares. Neste caso, ele já sabia.

Com raras e excepcionalíssimas exceções, podemos estar certos de que, de alguma forma e na grande maioria das vezes, Deus anuncia os seus avisos.

Quando Deus fala, nós, realmente, ouvimos? Aqueles que vivem em comunhão íntima e contínua com Deus, possuem maiores e infinitas chances de ouvir sua voz, no íntimo ou de uma outra maneira qualquer, através de circunstâncias diversas.

E quando Deus não fala ou pensamos que ele não fala? Bem! Essa é uma questão muito ampla. Possui uma quantidade enorme de respostas, com desdobramentos variados.

"Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça." - Is 59.1-2.

O pecado pode ser um das razões do silêncio de Deus. Esse deve ser considerado como um dos mais comuns e importantes motivos para a recusa de Deus em falar e fazer. Ou seja, a resposta de Deus, nesse caso, é bloqueada pelo pecado.

Caso o motivo não seja pecado, é imprescindível ter a certeza de que Deus não falou. Dificilmente ocorre de ele não falar. É quase impossível que ele não tenha falado. O comum é ele falar e nós, por razões diversas, não ouvirmos. 

E quando ouvimos, não damos a devida atenção. Isso, quando não desdenhamos e fazemos pouco caso, dando pouca importância à sua voz. Tudo isso nos leva a lamentos posteriores.

Se, porém, seu silêncio se confirme, necessário se faz saber o motivo pelo qual ele preferiu não se manifestar. É certo que há várias razões, ou pelo menos uma, pela quais ele deixa de falar.

Entre outras, a falta de comunhão com Deus e com os irmãos, a distração, as preocupações paralelas, os interesses mundanos, a obstinação com relação à Palavra de Deus, a falta de oração, de quebrantamento, a inquietação, etc. Todas essas coisas são obstáculos para se ouvir a voz de Deus.

Por último, não poderia deixar de mencionar a falta de perdão, de perdoar. Essa é uma razão fortíssima para o silêncio de Deus.

Quando Deus não faz ou não fala, suas razões são as mais diversas. 

Algumas das possíveis formas de Deus responder às orações:

Sim! Vai fazer (responder) do jeito que foi pedido.
Sim! Vai fazer (responder) de maneira diferente.
Não! Falou (respondeu) mas, sua resposta, em vez do silêncio, é negativa.
Sim! Vai atender o que foi pedido mas, não agora. A orientação é: Espere!
Sim! Fará o que foi pedido mas, em parte.
Sim! Vai fazer conforme foi pedido mas, condicionado a perdão, reconciliação, restituição, confissão, etc.
Sim! Vai atender em parte, condicionado a perdão, reconciliação, restituição, confissão, etc.

Nesses exemplos, dá para perceber que, na maioria das vezes, a resposta é: sim!?
É, na verdade, sim, o que é muito animador. Porém, possui condições a serem atendidas.

Quando Deus silencia, há motivos mais que justos para Ele assim o fazer. 

De nossa parte, precisamos entender que devemos buscar, com humildade, as razões de Deus para o tipo e qualidade de suas respostas, além de procurar compreender o tempo de espera e as motivações dos nossos corações.

"Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso, em silêncio." - Lm 3.26.


21 de dezembro de 2016

A Mensagem do Natal

O significado da Mensagem do Natal é: Salvação!

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É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor - Lucas 2.11.

Isso porque, a finalidade de Jesus descer dos céus e nascer aqui na terra foi a salvação dos seres humanos. Natal, então, tem o sentido e a mensagem de salvação.

Comparando com uma equação matemática, seria então: Natal = Salvação.

Em complemento a isso, compreendemos que a salvação é um termo bem amplo, complexo e com muitas implicações, acessórios, derivados e conseqüências.

Envolve anjos, homens, sistemas de governo, os mundos visível e invisível, a natureza animal e a natureza física, relações humanas, mundo espiritual, mundo físico-natural, seres naturais e espirituais, forças espirituais e naturais, a eternidade passada, o tempo presente e a eternidade futura, mistérios diversos, amor, ódio, traição, mentiras, invejas, perseguições, morte física, espiritual e eterna, crueldade..., etc.

Salvação, no sentido amplo do termo, abrange o espírito, a alma e corpo do ser humano, além de possuir implicações diversas no comportamento e atitudes de cada um de nós.

Com esse entendimento e realidade em vista e, dada a necessidade do momento atual, compartilho abaixo, novamente, a mensagem veiculada no ano passado, com o tema Natal.

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F e l i z  N a t a l !

Ézio Pereira da Silva

Nestes dias, como acontece todos os anos, estas palavras do título acima serão, provavelmente, as mais faladas e ouvidas.

Tradicionalmente, como se faz em todo o mundo chamado cristão, aprendemos assim desde criança e seguimos essa prática que, diz-se, é saudável.

Pois bem! Quero lhe perguntar meu amado irmão e irmã: o que significam elas para você? Ao expressá-las, você o faz tirando do íntimo de sua alma? Desejando realmente para a outra pessoa aquilo que seus lábios estão pronunciando? Ou, apenas, por mera formalidade, um ritual sem muita importância?

O que significa desejar verbalmente para alguém um Feliz Natal? O que é o Natal? Simplesmente uma data em que se comemora o aniversário de Jesus, com a troca de presentes e um consumismo mais acentuado que em outras épocas do ano? 


Medite um pouco comigo, por alguns instantes, imaginando alguns monólogos e diálogos:

- “... eu o vejo todos os dias quando vou à igreja ou em algum outro lugar. Não conheço sua casa, nem mesmo sei onde você mora. Estou alheio aos seus problemas. Nunca o visitei e sequer fiz uma oração individual a Deus em seu favor. Nunca orei com você. Não sei se está passando privações ou provações, se está doente, ou nu, ou necessitado de alguma coisa. Porém, quando chega essa época, eu vejo você e desejo-lhe em simples FELIZ NATAL e o despeço em paz. Com isso, está ótimo! Já cumpri a minha parte! ... E sigo o meu caminho sem maiores atenções com você. FELIZ NATAL... e, pronto! Tudo resolvido!”

- “Pela graça, amor, bondade e misericórdia de Deus tenho um carro que me conduz à igreja, juntamente com a minha família. Dia de chuva. Terminado o culto, saio apressadamente, entro no meu carro, vou embora e... você fica na porta da igreja esperando a chuva passar, Deus sabe quando, para se dirigir ao abrigo tomar o ônibus ou mesmo ir a pé para casa. Casa longe da igreja! Ruas escuras! Perigosas! Mas, seu irmãozinho aqui foi para casa na sua condução própria e nem se importou com você e com suas crianças passando frio e, quem sabe, até com fome e sem dinheiro, enquanto muitos comem suas ceias. Porém..., FELIZ NATAL! Exclamo!”

- “Você recebe em sua casa um mensageiro de Deus. Acolhe-o em seu lar, dá-lhe pão, abrigo e o ajuda em sua caminhada. Ao ver isso, eu fico com inveja e, ciumento, dirijo-lhe palavras grosseiras, acusativas e carregadas de ressentimentos, desprovidas de amor e compreensão. Julgo você pela sua aparência e até pelo zelo que você tem com a obra do Senhor. 
Depois... resolvo tudo com um FELIZ NATAL!”

- “Domingo. Igreja cheia. Culto público. Tenho uma voz até agradável. Canto, toco instrumento, converso, sorrio. Vou até a frente, falo até alguma coisa boa. 
Quarta-feira. Dia de oração e estudo bíblico. Hoje eu não posso ir à igreja sob pena de perder aquele capítulo tão importante da minha novela preferida. O pastor sempre tem falado algumas vezes contra isso, mas eu acho que por não gostar de novela é que ele fala. Tem, ainda, alguns programas tão bons que eu não posso perdê-los."
Depois... FELIZ NATAL! E..., tudo resolvido!"

- "Ah! Também, vai tão pouca gente à igreja hoje que até fico desanimado. Ah! Fica para outro dia! Domingo eu vou. Chega o domingo. São nove horas da manhã; nove e quinze; nove e meia; nove e quarenta. Puxa! Cheguei atrasado! Engraçado! Quando eu ia ao cinema, ao teatro ou ao circo chegava até meia hora antes. Agora...?!!! Ah! Isso também é fanatismo demais! Tem muitos que gostam de ser 'santarrões'! Não gosto disso! Observo as pessoas só porque elas querem ser crentes demais e ficam me importunando, dando palpites. Nãããoo!!! 
Depois... resolvo tudo com um FELIZ NATAL!”

- “Sabe? Eu não tenho tempo para ler a Bíblia. Sou tão ocupado. Cada hora tenho uma coisa para fazer. Mas, pensando bem, como é chato aquele irmão. Só porque ele gosta de leitura acha que é mais sabido que todo mundo! Eu acho que Deus não gosta desses sacrifícios, não! Deus quer é o coração e não esses esforços inúteis!"
Depois... FELIZ NATAL! E..., tudo resolvido!"

- “Engraçado, por que aquela irmã só cumprimenta aquela outra e não liga para mim? Ninguém sabe, mas morro de ciúmes porque elas se dão tão bem. Gostam tanto uma da outra que nem olham para a minha pessoa. Vou fazer tudo para chamar a atenção delas para mim... E assim, vou continuando a viver. 
FELIZ NATAL! E..., tudo bem!"

- “Sabe, não levo demasiadamente a sério as coisas de Deus. Também... tem tempo para tudo! Cada coisa no seu lugar. Ah! Como eu acho engraçado aquela irmã cantar lá na frente! Ela desafina tanto que não posso ficar sem sorrir!
Depois... FELIZ NATAL! E..., tudo resolvido!"

- "Puxa! Como são demorados os cultos! Estou impaciente, embora não tenha prestado atenção que só começou meia hora mais tarde porque eu não tinha chegado ainda. Huummm! Eu não suporto ficar sentado o tempo todo! Gosto tanto de andar pela igreja! Ir lá fora e conversar! Sinto uma sede tremenda quando estou dentro da igreja e gosto muito de visitar o sanitário até chegar o fim do culto".
Depois... FELIZ NATAL! E..., tudo certo!"

- "Olha! O meu esposo é obreiro e eu não preciso ir tanto assim à igreja, não! Quando eu quero saber alguma coisa, pergunto a ele em casa mesmo. Não é assim que ensina a Bíblia? Só gosto de ir quando tem muita gente para que eu possa me distrair, ou então, quando tem festa, para que possa desfilar com as minhas roupas novas e dar os meus palpites autoritários, ofendendo as pessoas.
Depois... FELIZ NATAL! E..., tudo resolvido!"

- “Às vezes, quando a minha esposa quer aceitar algum cargo na igreja, deixo-a sozinha para que se dirija às diversas reuniões. Ela que se desdobre nos seus serviços, cuide das crianças e de mim a tempo certo e hora certa, pegue o ônibus, vá às suas reuniões porque eu não posso levá-la. Ando muito ocupado! Mesmo porque, acho muito improdutivo esse trabalhão todo!
Depois... FELIZ NATAL! E..., tudo tranquilo!"

Realmente, não é este o NATAL que eu esperava. Não é este o NATAL que Jesus quer ver comemorado. Não foi isso que ele ensinou.

Ó Deus! Dê-me atitudes diferentes ou não bastará simplesmente dizer: FELIZ NATAL! 

O Natal que Ele quer é que eu reparta o meu pão com o necessitado, vista o nu, compadeça-me dos sofredores, ame a sua obra, a sua igreja, compartilhe com meus irmãos aquilo que ele tem me dado, que eu sacie a sede dos sedentos e mate a fome dos famintos. 

AME! AME! AME!

E assim..., FELIZ NATAL!

Só assim!