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31 de julho de 2018

A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal

Ézio Pereira da Silva

Gênesis 2.8-9; 15-17; 3.1-24


Houve alguém que sempre viveu sem as dificuldades, fadigas e problemas tão comuns aos meros mortais; sobreviveu sem problemas de ordem financeira, livre de enfermidades, preocupações, sentimentos de aflição, dores, saudades, raiva, frustrações, decepções, desprezo, mágoas, angústias, paixões, piedade, traições, rancores, sentimentos de perda, revolta e inúmeros outros.

Esse mesmo ser sempre desfrutou do melhor que a vida pode oferecer, conviveu com uma paz efetiva, pertenceu a uma família harmônica, possuiu bom relacionamento com a sociedade, governo, justiça e, durante sua existência, sempre foi uma pessoa afortunada e feliz. Nunca, jamais se viu em qualquer adversidade. Ou seja, realmente alguém que só viveu no contexto do bem.

Claro! Essa é uma concepção fictícia. Excetuando-se a pessoa de Jesus, nunca existiu ninguém com esse histórico. Mas, imaginemos alguém assim!

Quem, por acaso, pudesse nascer e viver somente sob a tutela do bem, jamais conseguiria conhecer e muito menos entender o que, de fato, é o bem. Qualquer ser humano só tem condições de perceber a existência, a essência e o caráter do bem, por meio da adição e confrontação de um outro elemento completamente oposto ao que já tenha vivenciado. Um contraponto! Um contraste real!

Esse elemento, imprescindível para informar e trazer à consciência a existência e a essência real do bem, conhecemos como o mal moral. Tão somente em comparação com o mal moral é que o ser humano tem condições de perceber e entender o que, de fato, é o bem. Se não tiver o mal como contraste e referencial, o bem jamais pode ser reconhecido como o bem moral, na sua essência. 

Uma pessoa só tem condições de sentir uma sensação de prazer, por exemplo, pela presença prévia de um desprazer, durante um tempo suficiente que o coloque em um estado indesejável de incômodo que lhe provoque um desejo de se ver livre dele. 

Isso é possível exatamente pela interrupção e ausência desse desconforto, após haver passado um lapso de tempo pela desagradável experiência.

É o caso da cessação de uma dor aguda e persistente, depois de uma pessoa ter sofrido a sua sensação dolorosa. Sem o concurso desse sofrimento, ela jamais poderá obter essa preciosa sensação de alívio.

Alguém já disse, brincando, que “gostaria de sofrer um tempo de dor só para ter o prazer de sentir o alívio do sofrimento que ela provoca”.

O que vai definir a quantidade e a qualidade do bem que alguém terá é a quantidade e a qualidade do mal que lhe sobreveio. É a vitória depois da batalha que só pode ter lugar com o advento da guerra. Sem esta, aquela é impossível.

A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal

Neste ponto é que entra o concurso da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal na história do ser humano.

Para que serviu a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal no Jardim do Éden? Ela teria alguma função especial? Sim! Qual seria a sua função? Qual a necessidade de ter sido ela plantada ali?

Deus fez brotar no Jardim do Éden a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal com um objetivo definido. Como o próprio nome informa, ela foi estabelecida naquele lugar com um propósito definido e uma finalidade específica: a de fornecer ao ser humano o conhecimento.

Conhecimento de quê? Conhecimento do bem e conhecimento do mal! De que forma? Experimental. Por contraste. A fim de que o ser humano pudesse distinguir entre um e outro e obtivesse a capacidade de discernimento e de escolha.

Ela foi colocada no jardim do Éden, a fim de que o ser humano tivesse, por experiência, o conhecimento do bem e do mal. Foi usada como elemento coadjuvante, necessário à formação do nível da consciência humana adequado para discernir entre o bem e o mal.

Deus não criou robôs! Ele criou seres inteligentes, pensantes, livres, com capacidade de escolha e, consequentemente, responsáveis por suas decisões.

Deus não força ninguém a andar em seus caminhos. Concedeu, porém, aos seres humanos a livre escolha de decidirem, por si próprios, se querem seguir a Deus e o bem ou, se não querem.

Apresentou aos pais da raça humana o bem e o mal para que, de maneira inteligente, isto é, com responsabilidade, pudessem decidir e, como seres livres, tais como foram criados, escolhessem livremente o caminho que desejassem.

Por isso, a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal fazia parte do processo de formação e aperfeiçoamento do ser humano, quanto à sua constituição moral.

Observe atentamente essa informação! A Árvore não era má! Ela não produzia o mal. Ela era a Árvore do Conhecimento! Proporcionava o conhecimento de ambas as coisas: do bem e do mal e a relação entre elas de forma experimental, através da capacidade da comparação.

O objetivo final de tudo isso visava a criação de seres humanos como verdadeiros e espontâneos adoradores do Deus Criador, além de forçar a manifestação do mal na sua essência, a fim de ser aniquilado para sempre.

Numerosas vezes, ao promulgar um juízo através de castigo ou punição, Deus anunciava o efeito didático do referido mal dizendo: "... e saberão que Eu Sou o Senhor”! Ou seja, tendo coercitivamente contato com o mal como um elemento imposto, eles conseguirão entender a bondade e soberania de Deus.

O ser humano teria oportunidade de conhecer um e outro: o bem e o mal. E, entre ambos, o produto ou resultado final, através da relação entre as duas realidades. E isso, não só na experiência mas, também, na percepção e no entendimento da essência de cada uma delas.

A partir daí, o mal moral já não seria mais um inimigo oculto, não manifesto. inexistente, irreal, fictício. Ao mal, foi imposto, pelo Senhor Deus, que se tornasse claramente notório pela criatura recém criada e formada à imagem e semelhança de Deus.

Dessa forma, não sendo obrigado a escolher o mal, por ter sido capacitado com discernimento, o ser humano pode, de maneira sábia, fazer a escolha certa, reconhecendo Jesus Cristo como o Único Senhor e Salvador de sua vida.

Com essa decisão, o ser humano mostra que compreendeu todo o sentido e finalidade desse instrumento de Deus, plantado no Jardim do Éden.

Feliz aquele que der crédito a essa verdade!



25 de julho de 2018

A Utopia da Liberdade

Ézio Pereira da Silva 

“Ao Senhor (Deus) pertence a terra e tudo o 
que nela se contém, o mundo e os que 
nele habitam” - Sl 24.1.

O ser humano não é tão livre como pensa! Se não, vejamos!

Até mesmo a "sua escolha" por um cônjuge não é propriamente dele. Ou seja, nem o rapaz nem a moça possuem determinação própria, nem mesmo liberdade absoluta para escolher. Explico!

Se um jovem gosta de uma loura, de uma morena, de uma ruiva ou de uma negra, essa preferência já está no seu DNA, colocado por Deus, o Criador. É determinação genética para ele. Ele pensa que "escolhe". Mas, na verdade, ele apenas, em determinado momento de sua vida, passa a ter conhecimento daquilo que em seu DNA já está predeterminado.

Uma jovem que tem preferência por um negro, o rapaz louro de olhos azuis não vai lhe interessar. Não é ela quem define isso, mesmo que queira. Não há como ela dar preferência por alguém incompatível com aquele tipo biológico já determinado em seu DNA.

A mesma coisa para uma fruta. Por exemplo, minha esposa ama figos verdes, doce de figos, etc. Eu não gosto. Não fui eu quem determinou isso. Já estava lá no meu DNA antes de eu nascer. 

Um dia tentei comer uma compota de figo muito linda e atrativa. Quem foi que disse que eu consegui? Não teve jeito! Joguei fora, apesar de ter achado linda. Não adianta! Eu nunca vou conseguir gostar de figos, nem mesmo forçando a barra.

Eu não decidi gostar ou não de figos. Apenas percebi que não gostava.

Por outro lado, gosto muito de pequi. Já outra pessoa da minha família não suporta nem o cheiro. Não fui eu nem ela quem determinou isso! 

Da mesma forma, não escolhemos nossa compleição física. Não decidimos nossa estatura, cor da pele, preferências por cores, fragrâncias ou sabores, nem quem seriam os nossos ancestrais. Já nascemos com paladares predeterminados.

Não temos nenhuma capacidade de interferência em “achar” alguém ou algo bonito ou feio. Simplesmente achamos! Não decidimos ter medo de algo. Simplesmente temos! Apenas percebemos essas particularidades nossas.

Não adianta pintar os cabelos. Eles vão continuar com a cor original. O que você pode fazer é apenas mudar a aparência. Mas, isso é superficial.

Dá pra entender que o ser humano não é tão livre assim como pensa que é?

Consegue compreender como Deus tem tudo, absolutamente tudo, sob o seu total controle? “Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do Senhor; este, segundo o seu querer, o inclina” - Pv 21.1.

Entretanto, ele pode, se quiser, dar liberdade para o ser humano para determinadas coisas, dentro de um certo limite. E Deus faz isso com muita frequência.

Para algumas coisas, Deus usa de sua soberana determinação. Para outras, ele dá liberdade total ou parcial, conforme seus propósitos, para que o ser humano escolha.

Paralelo a tudo isso, a maior e mais importante liberdade (na verdade, uma responsabilidade) Deus, na sua benevolência, lhe concedeu: a de escolher o seu destino eterno. Ou seja, a vida eterna ou a morte eterna é escolha pessoal, livre e exclusivamente sua.

Sendo essa concessão uma verdade absoluta, o amor de Deus por você lhe dá esse sábio conselho: escolha a vida!

De que forma você pode fazer isso? Reconhecendo e recebendo Jesus Cristo como Único Senhor e Salvador de sua vida.

Sabedoria de vida: não resista a Deus! Ele sabe perfeitamente o que é melhor para você!

Um detalhe super importante: Deus possui o maior, incomparável e melhor “bom gosto” de todo o universo e de todos os tempos!

Procure conhecer a Deus. É a melhor coisa que você pode fazer nesta presente vida!

30 de julho de 2017

O Plano Eterno de Deus

Ézio Pereira da Silva

"... ele faz coisas grandes e inescrutáveis e maravilhas que não se podem contar;" - Jó 5.8.
"O SENHOR fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade." - Pv 16.4.
"Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!" - Rm 11.33.


Algumas verdades bíblicas há que, se consideradas, de fato, como pontos-chave, poderão facilitar o entendimento, esclarecer questionamentos que povoam as mentes de muitos, e proporcionar respostas a várias indagações que temos nesta vida rumo à eternidade.

 
Observando esses princípios, várias dificuldades encontradas na Bíblia que não precisam existir, deverão ser suprimidas e dúvidas contornadas, podendo ser desvendados vários textos das Sagradas Escrituras ainda reputados como obscuros e de difícil compreensão.

Essas verdades devem ser acolhidas tendo como fonte o Deus Todo-Poderoso, o Ser supremo e Criador do universo, e eliminando, a todo custo, toda e qualquer tentativa de diminuir Deus em seu caráter, amor, soberania, atributos, bondade, integridade, justiça, fidelidade, poder, santidade e perfeição.

A propósito, dois dos atributos de Deus mais questionados são a Bondade e a Justiça. Seguidos, talvez, pelos da Onipotência e Onisciência. Quase toda adversidade que ocorre com algumas pessoas, Deus logo já é questionado: "Deus é injusto!" ou "Deus não é bom!"

Além disso, várias expressões demonstram com real clareza a concepção que outros possuem de Deus: "Será que Deus pode?" "Deus não sabia que ia acontecer!" "Deus foi pego de surpresa!" "Deus não esperava isso!" "Deus teve seus planos frustrados!". Esquecem, ignoram ou desconhecem Jó 42.2.

Em toda e qualquer situação, atente nessa sentença máxima: não diminua Deus em nenhum de seus atributos. Por quê? Porque isso conduz a todo tipo de erros e às mais diversas e danosas heresias.

Ou seja, reconheça Deus exatamente como a Bíblia o descreve.

Tenho percebido que, com exceção do emblemático problema da origem do mal, um mistério nebuloso que há séculos continua sem solução, muitos outros só permanecem sendo um enigma porque alguns elementos, fundamentais para uma sadia interpretação das Escrituras, são desconhecidos ou ignorados.

Sem presunção, com humildade, simplicidade, e com base no conjunto de todo o conteúdo bíblico sem, contudo, me fixar em um texto especifico, ofereço logo à frente uma sugestão do que eu imagino ser um possível entendimento para o problema do mal moral.

Não deve ser ignorado que a maior parte dos problemas do ser humano, ou mesmo a totalidade deles, tem como raiz o fato de ele possuir uma imagem distorcida e um conceito inadequado de Deus e não o aceitar como, na realidade, ele é.

Por essa razão, é indispensável que se tenha conhecimento de quatro fatores basilares determinados por Deus, os quais, se observados em conjunto, poderão se transformar em elementos elucidativos de muitos questionamentos.

Três desses fatores são abordados a seguir. O último, que versa sobre Jesus Cristo, em razão da sua singular e superior importância, terá um tratamento especial em outro artigo.

Cada um desses elementos desempenha um papel, uma função essencial nos propósitos eternos de Deus. São eles:
- O Plano Eterno de Deus;
- Lúcifer - O Agente Executivo da Essência do Mal;
- O Ser Humano - O Duplo Agente de Deus; e,
- Jesus Cristo - O Soberano Absoluto. O Supremo representante da raça humana.

Entendido isso, vamos pensar um pouco nesses elementos.


1) O Plano Eterno de Deus

Existe uma diversidade de planos secundários de Deus atendendo inumeráveis finalidades. Entretanto, o objeto da presente abordagem se limita quase exclusivamente ao seu Plano Eterno Principal, no qual estão contidos todos os demais. Além dos individuais que ele tem para cada ser humano

Para se referir ao Plano Eterno de Deus e proporcionando uma melhor compreensão do tema, os textos sagrados utilizam alguns sinônimos, tais como: propósito, conselho, projeto, desígnio, etc.

Nos infinitos cosmos tanto físicos quanto espirituais, visíveis como invisíveis, existe em andamento e em plena execução um amplo, profundo, sábio, abrangente, justo e amoroso Plano Eterno de Deus, de dimensões eternas e com objetivos definidos. Entre estes está o de destruir por completo o princípio ou a essência do mal.

Sendo total e amplamente vasto, esse Plano em curso, sob a direção suprema do Deus Todo-Poderoso, trabalha em benefício de todas as suas criações imagináveis e inimagináveis, passadas, presentes e futuras, com toda sua constituição e tudo que nelas há e que ainda possa haver.

Não está fora de cogitação, sendo plenamente possível que, em sua vontade perfeita, propósitos, soberania e sabedoria, Deus objetive, com esse Plano, estabelecer uma civilização (ou várias), um mundo novo (ou vários), um multiverso de impensável, completa e perfeita felicidade, justiça, amor, harmonia, santidade e perfeição.

Tendo sido iniciado em eras remotas eternas, conforme seus eternos propósitos, Deus idealizou, providenciou e estabeleceu os recursos imprescindíveis à execução desse Plano Eterno, o qual, partindo da eternidade passada, atua em todo seu percurso, atravessando as gerações até penetrar na eternidade futura.

Dentro desse Plano e de acordo com os seus ideais, Deus designou dois dos elementos referidos anteriormente: Lúcifer e o Ser Humano, como os agentes para ativar e operacionalizar o mal. 

Isso eles fizeram (e continuam fazendo) por meio de impressões latentes na alma e espírito (pensamentos, sentimentos...), que são os pecados interiores, e infinitas manifestações exteriores, que conhecemos como pecados expressos ou manifestos.


2) Lúcifer - O Agente Executivo da Essência do Mal

Esse ente espiritual, conhecido como Lúcifer, foi idealizado, projetado, criado e dotado de capacidade, inteligência, sagacidade, astúcia, poderes suficientes e designado por Deus, exata e precisamente para essa finalidade: ser o eficaz representante e o agente executivo do Todo-Poderoso, qualificado para absorver e representar o princípio ou a essência do mal moral.

Para reunir essas qualificações, não poderia ser ele um simples anjo, nem arcanjo, nem serafim mas um querubim, um tipo alado pertencente a uma hoste de seres angelicais de ordem superior.

Especificamente em seu caso, um querubim com características especiais em esplendor, inteligência, poder, perfeição, glória e majestade, superiores à sua própria categoria e às demais classes angelicais.

Criado, logicamente, em um nível imediatamente abaixo tão somente ao da Trindade Divina, no entanto, infinitamente inferior a Ela em todos os aspectos e cogitações.

Penso ser razoável assentir que o objetivo de Deus consistiu em concentrar em Lúcifer a totalidade da essência do mal, com toda a sua intensidade, influências, abrangência e efeitos, fornecendo-lhe as condições, poder e qualificação necessárias para materializar o mal.

Dessa forma, o mal moral estaria sintetizado, condensado e potencialmente corporificado em Lúcifer, de forma que este se convertesse em sua legítima e eficaz personificação e promovesse a sua manifestação.

Minha modesta sugestão (sujeita a aperfeiçoamento) é que o mal sempre existiu. De índole ruim e oposto ao bem, coexistia com este, como um princípio inativo na natureza, na infinita eternidade passada; em decorridos e inimagináveis tempos. Algo como uma cosmogonia anterior a desconhecidas, insondáveis e inexploradas eras primitivas eternas.

Imaginações me levam a considerar que, de alguma forma, a necessidade do mal ser ativado e as manifestações exteriores de seu caráter perverso disseminadas através de atos concretos, efetivadas tanto por Lúcifer quanto pelo ser humano, se mostravam como o único meio capaz de viabilizar a sua total e eterna aniquilação.

Com efeito, o princípio ou essência do mal seria despertado e ativado por Lúcifer e, através de ações, disseminado, com o auxílio do ser humano.

Com essa providência, Deus aniquilaria para sempre a maldade em toda a extensão, níveis, espécies e conteúdo de suas criações.

Agora, atenção! Com o objetivo de evitar compreensões equivocadas e pensamentos atribuindo a Deus a autoria do mal, observe a seguinte e importante informação: Deus NÃO criou Satanás! Ele não criou o mal nem é o seu autor! Ele criou Lúcifer! O que é total e completamente é diferente! 

Deus criou Lúcifer íntegro, sem defeito e sem pecado! Ele ainda não era o mal personificado. Era um querubim; um ser angelical perfeito e esplendoroso - Ez 28.12-15.

A verdade é que Lúcifer (o que brilha) se tornou Satanás (adversário) de Deus, somente depois de ter sido possuído pelo pecado, atraindo a si, e absorvendo em sua própria natureza, toda a essência ou princípio do mal.

Mesmo sendo o mentor e supremo comandante executivo do mal, ele não possui liberdade ilimitada para fazer tudo o que deseja, senão apenas aquilo que Deus determina ou permite, tendo, assim, um raio de ação limitado e sujeito às ordens soberanas do Todo-Poderoso.


3) O Ser Humano - O Duplo Agente de Deus

Extremamente frágil, limitado e débil, o ser humano foi criado dessa forma, atendendo um dos objetivos (existe outro) de sua criação por Deus, para que pudesse ser o agente criador, concretizador e disseminador de pensamentos, sentimentos, ações e reações perversas, denominados de pecados, que são reais expressões da essência do mal.

Tais coisas Lúcifer não poderia fazer sozinho, sem a cumplicidade do ser humano. Nem mesmo auxiliado pelos anjos que, juntamente com ele, se rebelaram contra Deus.

Concomitantemente, com as mesmas características de suas fragilidades, foi também talhado para cumprir outra finalidade diametralmente oposta: ser o instrumento de Deus, designado para testemunhar aos seus semelhantes a oportunidade de serem salvos para Glória e louvor do seu Nome.

O ser humano é pois, simultaneamente, instrumento de Deus em dois seguimentos opostos e paralelos:
1) agente do pecado, coadjuvante de Lúcifer (possuído pelo mal);
2) agente do amor, mensageiro de Deus (possuído pelo Espirito Santo).

O gênero humano foi e continua sendo usado por Deus de duas maneiras distintas, que poderíamos chamar de Dualismo Sobrenatural. Uma, como escravo do mal e do pecado; outra, como instrumento do Espírito Santo. Dois modos totalmente diferenciados e conflitantes porém, dentro de um objetivo amplo.

O alvo de ambas as missões do ser humano, embora instrumentalizado de formas diferentes, percorrendo dois caminhos diversos, visou um propósito tríplice: a) destruir definitivamente a essência do mal; b) elevar a raça humana à condição de eterna e perfeita felicidade; c) magnificar a Glória eterna de Deus.

Tanto no papel de agente do mal ou como instrumento do Espírito Santo, em ambas as situações e de maneira diversa, seria usado para cumprir os propósitos de Deus.

Os caminhos do Senhor são magníficos, perfeitos e insondáveis. Felizes são aqueles que confiam plenamente no seu amor, bondade, poder e sabedoria!



Referências bíblicas auxiliares para melhor entender este artigo:

Eternidade - 1Cr 16.36; Ne 9.5; Sl 41.13; 90.2; Dn 2.20; 7.18;
Plano Eterno - At 4.27-28; Ef 1.9-11; 3.3-6, 9-11;
Determinismo - Pv 16.4; 
Novas revelações - Jo 16.12-14; 1Jo 2.27; 
Satanás: rédea curta - 1Re 22.21-23; Jó 1.12; 2.6; Mt 4.10; Lc 8.32;
Ser humano: usado por Deus - 2Sm 12.11-12; 1Re 12.15, 24; Ez 7.21-24; Jo 19.10-11; At 2.23; 4.26-28; Rm 9.17, 20-22;
Ser humano: cúmplice do mal - Gn 3.15; 6.4; Jz 19.22; 1Re 22.21-23; 1Cr 21.1; Lc 22.3; Jo 13.27; At 5.3; Rm 1.24, 26, 28; 2Co 11.14-15; 12.7; 2Ts 2.11; Jo 13.2.

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Obs. 
Breve a segunda parte deste assunto, conteúdo sobre Jesus Cristo, o quarto fator desse intrigante tema.


                                                                                                                                                                            

14 de dezembro de 2016

Deus e o Livre-Arbítrio

Ézio Pereira da Silva

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Quando Deus precisa fazer alguma coisa que seja extremamente necessária, e a sua concretização é imprescindível, Ele pode, sim, determinar a sua realização, independentemente de julgarmos que Ele está sendo impositivo ou não. Afinal de contas, Ele é, de fato, o Soberano sobre todas as coisas!

Eu não tenho problemas com o determinismo de Deus. Ele pode, sim! E em muitas ocasiões Ele é determinista. Só Ele sabe o que é, de fato, necessário e, certamente faz o que for preciso - Rm 9.11.

Ora! Há algo errado com a nossa concepção a respeito do Determinismo. Temos pensado e agido como se estivéssemos dizendo a Deus que se Ele for determinista, estará cometendo um equívoco. E queremos censurar Deus de agir assim. Muitas vezes, esquecemos que Deus é Deus!

Ele faz o que quer, como quer, onde quer, durante o tempo que quer, quando quer, através de quem quer, com quem quer, pelo motivo que quer, com a finalidade que quer, independente do que sentimos ou pensamos - Rm 9.20-21.

Porventura, Deus tem de prestar satisfação a alguém quando Ele não quer? Às vezes, de livre e espontânea vontade e pelos motivos que determina, Ele presta esclarecimentos. Mas isso, não dá a ninguém o direito de questionar ou censurar os atos do Senhor.

Não podemos filosofar acima da nossa capacidade mental. Nosso próprio cérebro (ou alma) não permite isso. Não podemos extrapolar nossa limitada capacidade humana de raciocinar. Ainda que queiramos, não somos capazes disso.

O livre-arbítrio do ser humano tem um limite. Ele não é ilimitado. Está sujeito à soberania de Deus em tudo.

Por exemplo. O ser humano não escolheu nascer. Não escolheu possuir a natureza pecaminosa. Não escolhe a cor de sua pele, nem seu sexo, nem suas limitações, nem onde nascer, nem onde viver (no planeta Terra), nem... mil coisas! Estão percebendo que o gênero humano não é tão livre assim como, às vezes, achamos que é?

Entendendo isso, temos a chance de conhecermos mais a Deus, seus propósitos e seus caminhos.

Nem mesmo no meio da sociedade temos livre-arbítrio total. Estamos sujeitos à incontáveis leis e regras de convivência. Pagamos impostos (o nome já diz que é uma obrigação: é algo imposto). Somos censurados nas palavras, no comportamento, nas atitudes e ações.

A questão do livre-arbítrio precisa ser analisada com mais profundidade. 

É importante dizer que conceber o livre-arbítrio como uma permissão ilimitada para se fazer tudo que se deseja é utopia.

Mas, então, somos marionetes? Somos robôs? Depende! Eu diria: sim e não! Se somos seres pensantes, chegamos à conclusão que, amiúde, devemos nos deixar levar por certas situações que não queremos. Isso chega a ser marionetismo ou robotização? Pode ser!

Usamos a razão para aceitarmos passivamente a robotização. Podemos achar que ela seja a melhor escolha em determinados momentos e/ou situações. Depende do que imaginamos que possa acontecer se aceitarmos ou rejeitarmos. Às vezes, pode ser melhor aceitarmos; outras vezes não.

Por isso, com frequência, Deus coloca certas situações diante de nós para decidirmos. Em outras ocasiões, não! Ele simplesmente determina o que é necessário. E, assim, de fato, faz! É assim que vai ser. Quem é suficiente para questionar isso?

O que necessitamos considerar é que Deus é bom, nos ama e isso basta. Precisamos aceitar e confiar nas suas decisões. Concordar que elas são a melhor coisa para nós. Isto se torna uma honra para Deus. Deus se agrada disso!

Quando assim o fazemos, é quase certo que não teremos problemas com o livre-arbítrio. Vamos achar bom isso. Mesmo porque, se somos livres, como disse Paulo, somos escravos de Cristo - 1Co 7.22.

Querer defender o livre-arbítrio em tudo, não passa do uso forçado do orgulho latente da alma. Deus nos fez livres porém, a liberdade que temos é limitada. Nós não somos totalmente livres. Alguém duvida disso? Se duvidar, tente fazer tudo o que quer e veja que resultado obterá.

Para a surpresa de alguns, vale a informação de que nem o diabo é livre! Ao contrário do que muitos imaginam, ele não pode fazer tudo que pensa. Assim como o mar só vai até onde Deus permite, o raio de ação de satanás é determinado por Deus. Vide a fascinante história de Jó - Jó capítulos 1 e 2.

A mais sábia e excelente escolha que o ser humano pode fazer é usar o livre-arbítrio, essa capacidade extraordinária e oportunidade que Deus lhe deu, para tomar a decisão de deixar Jesus salvar a sua vida e conduzi-la para a eternidade. É decidir pela vida eterna.

Não há nada que possa se assemelhar a isso.


9 de novembro de 2016

Direitos de Deus e Arrogância Humana

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Ézio Pereira da Silva

Deus, como Criador e legítimo dono do universo, possui "alguns" direitos sobre a sua criação. 

Deus não criou o ser humano para fazer a vontade da criatura mas, a vontade dele, o Criador. Não criou a raça humana para ela mesma; como um fim em si mesma mas, para seus propósitos divinos. A criação é dele. O direito de fazer toda a sua vontade é dele e não do homem.

Como idealizador, arquiteto, projetista, criador, sustentador, mantenedor, proprietário, destinatário final e quem possui todas as prerrogativas e estabelece o propósito para tudo, ele sujeitou todas as coisas a si mesmo.

Ora! O mundo tem dono! Quem manda, de fato, neste mundo é Deus! O universo visível e invisível, é propriedade exclusiva de Deus! Quem dita, quem dá as regras é Deus! Quem estabelece todas as condições é ele, o Criador, e não a criatura.

A salvação é Ele quem concede. O perdão de pecados, a adoção de filhos, o Espírito Santo, a vida eterna, a purificação, o sustento diário, os ensinos, as orientações, a felicidade eterna, a família verdadeira, a proteção e segurança, etc. Tudo vem dele, de forma gratuita. 

Em que pese ser beneficiado com tudo que foi criado, muitas vezes o ser humano ainda se julga no direito de exigir algo ou algum capricho ou comportamento diferente de Deus em seu favor.

Fica emburrado e aborrecido com Deus por qualquer coisa que não seja de seu agrado, ou em seu próprio tempo ou conveniência. Fica ressentido por não obter resposta positiva às suas orações; de não ser atendido na hora que quer; do jeito que quer...

O ser humano não sabe, ou se esquece que, de sua parte, nada pode oferecer a Deus, nem favorecê-lo com coisa nenhuma. Com bem nenhum. A única contribuição do homem na história é ser beneficiário da bondade de Deus.

Pondere comigo! Se todas as bênçãos pertencem a Deus, ele não tem nenhuma obrigação de dá-las a ninguém. Se ele quiser, concede a quem quer, quando quer, do jeito que quer, sem ter de prestar satisfação a quem quer que seja.

Acaso, ele não tem o direito de fazer o que quer com aquilo que lhe pertence? Conforme se expressou Jesus na parábola dos trabalhadores. "Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?" - Mt 20.15.

Qual ser humano é dono de alguma coisa aqui na terra? Nenhum! Ninguém possui nada! Ninguém é dono de nada! A palavra diz: "... que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido? - 1Co 4.7.

A bem da verdade, ninguém é dono nem da própria vida. Apenas um depositário. Fiel ou infiel. Nada obstante, é responsável por ela.

Ninguém nasceu porque quis. Ninguém escolheu nascer. Ninguém teve nem terá o direito de nascer ou de não nascer. Nem de escolher a cor de sua pele, dos olhos, seu sexo, sua altura, cor natural dos cabelos, a quantidade deles nem o seu tipo. De nada adianta não querer morrer. Ninguém manda nada!

Tudo foi determinado por Deus! Assim tem de ser e assim será! A escolha foi, é e continuará a ser dele. Ainda que a vaidade humana deixe o ser humano em um estado de contínua insatisfação, ninguém pode questionar a Deus. "Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?" - Rm 9.20.

Ninguém sabe o dia de sua morte, se ela for normal, natural, não provocada. Ninguém escolhe seu porte físico, nem sua capacidade intelectual. Ninguém é  mais ou menos inteligente por escolha própria.

Deus pode fazer com cada pessoa o que bem quiser? Sim! Ele é o proprietário de todas elas. Sabia? Ele tem autoridade, soberania, autonomia e direito para isso? A resposta é: sim! "Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?" - Rm 9.21.

Ele é dono de todas e de cada vida aqui na terra, bem como em todo o universo, visível e invisível. Foi Ele quem criou tudo e todos para os seus propósitos, sejam lá quais forem. "Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha...". - Ezequiel 18.4. 

Ele não deve satisfação a ninguém, muito embora, com certa frequência, não de forma obrigada nem por imposição mas, por liberalidade, Ele abra mão e, de forma antecipada, manifesta ao ser humano a sua vontade, o que vai fazer, compartilhando seus planos e propósitos.

Deus não tem de prestar contas a nada nem a ninguém. Por outro lado, todos terão de prestar contas a Deus (Mt 12.36; Rm 14.10-12; 2 Co 5.10; Ap 20.12-13). Nesse particular, não há escolha. Deus não deixou outra alternativa para ninguém. 

Considerando essas coisas, o melhor que o ser humano pode fazer é se humilhar perante a poderosa mão de Deus e aceitar seus desígnios, sabendo que ele possui o melhor de tudo e o deseja dar a todos nós, eternamente.

22 de setembro de 2016

Objetivos Lógicos de Deus


Ézio Pereira da Silva


Por que razão e para qual finalidade Deus criou:

- As flores, as cores, as diversas folhagens, aromas, vegetais, sabores, tubérculos, frutas e frutos?

- O homem branco, o negro, o amarelo, o baixo, o alto, o gordo, o magro, o anão, etc?

- Os diversos animais: bravos, mansos, perigosos, selvagens, enormes, minúsculos, peludos, lisos, etc?

- A terra, o sol, a lua, os planetas, as galáxias e tudo mais, de forma gigantesca e, também, as coisas nano que, pelo nanismo de suas dimensões, necessitam aparelhos poderosos para serem vistas?

Porventura Ele fez as coisas desnecessárias, sem motivo, sem finalidade, sem propósito? Por que Ele fez tudo do jeito como fez?

Por que Ele vedou ao ser humano o conhecimento do futuro? Por que Ele não revela a cada pessoa o dia em que ela vai morrer?

As indagações e dúvidas são muitas.

Sabe por quê? Considerando a variedade de respostas, as dimensões, o nível de detalhamento e uma diversidade de explicações e esclarecimentos que satisfaçam à pergunta, desejo limitar-me apenas àquela que considero principal: Deus tem um propósito eterno em tudo que faz e, para isso, possui um vasto Plano.

Esse Plano foi discorrido, com moderada exaustão e razoável intensidade, no artigo "A Intrigante e Necessária Queda de Lúcifer e da Raça Humana", publicado em três partes (veja link abaixo).*

O arcabouço e essência desse plano tem como fundamento o amor, a justiça e a santidade de Deus. Seu propósito é a glória de Deus, o extermínio da essência do mal e a felicidade eterna do ser humano.**

Neste tempo presente, esse plano se encontra em execução mas, não continuará assim indefinidamente. Ele tem um momento, um dia para ser encerrado. Uma vez alcançados plenamente os seus objetivos, Deus concluirá, na ocasião própria, a sua monumental e eterna obra. 

Então, tudo que precisa ser desfeito, chegará ao seu fim.

Ele terá passado seu rolo compressor e seu fogo sobre tudo aquilo que é transitório e funesto e precisava ser destruído, a fim de fazer florescer o que necessita ter vida e permanecer eternamente.

Esse fim está se aproximando! Todos nós veremos seu resultado, de uma forma ou de outra. Tanto para o bem quanto para o mal.

É esse dia que todos devem aguardar. Será maravilhosamente agradável para uns e terrivelmente desagradável para outros.

A informação, orientação e advertência, conforme os registros bíblicos, de maneira firme, segura e verdadeira, estão sendo insistentemente veiculadas, pelos mais diversos meios de comunicação, para todas as nações da terra.

De maneira que ninguém, de forma nenhuma, poderá alegar desconhecimento do que ocorrerá na terra, em um futuro muito próximo.

Desavisados estarão apenas aqueles que não quiseram, que rejeitaram ou não se importaram em conhecer a verdade.

Indícios gerais desses acontecimentos vindouros foram sobejamente demonstrados, verbal e profeticamente, por Jesus, em várias ocasiões que Ele considerou oportunas, adequadas e indispensáveis.

A finalidade de todas as informações, avisos e advertências de Deus é esta: que todos se preparem para o encontro com Ele naquele grande e último dia.

Para isso, necessário é que o ser humano se arrependa e se aproxime de Deus, a fim de ser salvo e seja livre de todas as conseqüências indescritíveis que, certamente, se abaterão sobre aqueles que não quiserem ouvir o seu apelo e desprezarem a sua graça.

Atente para o amoroso convite de Deus:

"Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela." - Mateus 7.13-14.

"Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em condenação mas, passou da morte para a vida." - João 5.24.


* http://blogdoezio.blogspot.com/2016/04/a-intrigante-e-necessaria-queda-de.html


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** Esboço do Plano

Fundamentos
- O amor de Deus
- A justiça de Deus
- A santidade de Deus

Idealizador e comandante absoluto
- Iavé, El Shadday, o Deus Todo-Poderoso

Agentes executores
- Os anjos de Deus
- Satanás e suas hostes
- O ser humano

Objetivos
- A glória do Deus excelso
- O extermínio completo e definitivo da essência do mal
- A felicidade eterna do ser humano.