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9 de abril de 2018

As Razões de Deus

Ėzio Pereira da Silva

Por que Deus não faz algumas coisas que nós pensamos que ele deveria fazer; enquanto faz outras que achamos que não deveria fazer? Por que Deus faz o que faz?

Por que, muitas vezes, Ele age de maneira totalmente diversa daquela que imaginamos e, não raras vezes, de forma estranha?

Por que razão Ele deixa para agir, quase sempre, no “último momento”, quando tudo parece já estar perdido?

Deus age assim por várias razões. Dentre outras possíveis, algumas delas:

Primeira: ele conhece todas as coisas de maneira prévia, abrangente, plena, profunda e total, além do perfeito inter-relacionamento entre elas; e como elas interagem entre si;
Segunda: sabe o objetivo de cada uma delas e o bem ou o mal que cada uma, separadas ou juntas, pode provocar.
Terceira: ele é santo, justo, bom, amoroso e de caráter irretocável;
Quarta: ele é a fonte de todo o conhecimento, ciência, inteligência e sabedoria;
Quinta: ele é atemporal. Não está limitado ao tempo (Cronos, Kairós ou Aeon). Passado, presente e futuro, para ele, é realidade contínua, inseparável, indivisível, constante, ininterrupta, viva, concreta e atual;
Sexta: ele é essencialmente perfeito e perfeito em tudo o que faz;
Sétima: sabe de maneira plena e profunda o que é certo e o que é errado;
Oitava: conhece o tempo certo para cada coisa e ação, quando elas precisam ocorrer e os possíveis resultados que produzirão;
Nona: a decisão que tomar (fazer ou deixar de fazer), conforme a necessidade de cada questão, sempre será boa, perfeita, objetiva, justa e amorosa, já considerados todos os aspectos e condições favoráveis e desfavoráveis;
Décima: Ele é Soberano sobre todas as coisas e possui o controle e domínio de tudo;
Décima-primeira: Ele conhece profunda, total e perfeitamente o resultado certo, além das possíveis e impossíveis consequências de e para cada coisa ou ação;
Décima-segunda: conhece todas as coisas de forma total e perfeita, em todos os sentidos e níveis, quer espirituais, físicos e emocionais, sabendo tudo o que é falso e o que é verdadeiro;
Décima-terceira: Ele conhece e sabe total e perfeitamente a razão e a finalidade de todas as coisas;
Décima-quarta: até aquilo que não existe Ele conhece total e perfeitamente e, de acordo com o seu propósito, soberania e exclusiva prerrogativa e autoridade, quando necessário, como Criador, traz à existência qualquer cxoisa inexistente - Rm 4.17;
Décima-quinta: Ele costuma agir quando quem o pede para realizar algo perde todas as esperanças que possuía em outras soluções, permitindo que mostre seu cuidado e amor pelas vidas que criou;
Décima-sexta: Ele é conhecedor total, profundo e perfeitamente entendido de todas as ciências, mistérios, o visível e o oculto. Toda a inteligência e sabedoria possuem nele a sua fonte;
Décima-sétima: Ele é o Criador de tudo o que é natural e sobrenatural. Ele é quem tem o domínio de tudo e de todos e sabe com perfeição a utilidade, finalidade e destinação de cada coisa que existe, seja visível ou invisível, ate mesmo das coisas inexistentes;
Décima-oitava: possui Ele o domínio total e é quem sela o governo e o destino de todas as nações da terra;
Décima-nona: Ele é quem detém o controle de todas as áreas do conhecimento e dos relacionamentos humanos;
Vigésima: Deus é quem possui o domínio, a autoridade e o controle total e absoluto de todos os poderes dos infinitos universos existentes, criados pelo seu imensurável poder, e os que ainda vierem a existir;
Vigésima-primeira: toda a eternidade futura, isto é, tudo o que está por vir, Deus conhece perfeitamente de antemão. Ele tem prévio e pleno conhecimento de como vão terminar todas as coisas provisórias e como ficarão estabelecidas as de caráter eterno.

Por tudo isso, e ainda muito mais, é que ele tem absolutamente todo e qualquer direito de fazer o que bem quiser, sem se submeter à consultas ou prestação de contas a nada e a ninguém.

Quer ver algo interessante? Ele não consultou nada, nem a ninguém, para fazer você do jeito que você é, com as suas características peculiares. Você é singular! Exemplar único. Não existe ninguém, nenhum outro ser humano igual a você.

Por essas e outras razões, é sábio e prudente confiar em Deus e permitir que Ele indique para nós a sua perfeita vontade.

Isso porque, só Ele sabe o que faz e o faz de maneira divinamente perfeita!

O corolário de tudo isso é que a maior de todas as razões pelas quais Deus faz tudo o que faz, e como faz, é o seu grande e infinito amor.



Foto: Vado

23 de setembro de 2016

Por que razão?

Ézio Pereira da Silva

Por que razão pensamos que Deus é obrigado a fazer certas coisas?

Resultado de imagem para ampulheta Por que razão achamos que Deus tem de fazer as coisas do nosso jeito e não do jeito dele? No nosso tempo e não no tempo dele?

Por que razão Deus, muitas vezes, é considerado culpado quando acontece alguma coisa desagradável a nós ou a alguém? Ao mesmo tempo, não lhe é atribuída, de fato, a autoria nem o reconhecimento quando o que acontece é algo bom. 

Por que razão pensamos que podemos receber certas dádivas ou benefícios de Deus, quando, na verdade, não temos nenhum direito e, nem mesmo, nenhum compromisso com ele?

Por que razão imaginamos em ganhar o favor de Deus, quando não estamos minimamente interessados em sua palavra?

Por que razão pensamos que podemos receber algumas coisas de Deus, sem que ele nos tenha feito qualquer promessa?

Por que razão achamos que Deus vai levar todas as pessoas para o céu, sendo obrigado a fazê-lo? Quando foi que Ele se obrigou a isso? Quem deu essa certeza? Quem garantiu isso? Por que temos essa presunção?

Por que razão certas pessoas querem ter o direito de usufruir alguma coisa de Deus, quando nada querem com Ele, não lhe dão nenhum tipo de atenção, nem mesmo têm algum tempo disponível para Ele?

Por que razão alguns querem que Deus os abençoe em tudo que fazem mas, vivem como se Deus não existisse? Não dão a Deus nenhuma chance de manifestar o seu amor em suas vidas.

Todos esses "direitos adquiridos" carecem de um mínimo de razoabilidade. Não passam de tradições equivocadas; de conceitos e comportamentos ilusórios, sem vínculos com a realidade.

São apenas pensamentos e atitudes que caracterizam alguns que julgam possuir esses "direitos", presumidamente oriundos de uma herança transmitida pelos seus ancestrais ou assimilados da sociedade onde vivem.

A relação que imaginam ter com Deus é tão somente aquela de receber benefícios mas, ao mesmo tempo, mantendo-se distantes, sem qualquer nível de aproximação que lhe agradam.

Acham que são essencialmente bonzinhos e que, por isso mesmo, no futuro, no final de tudo, no portal da eternidade, devem ser premiados com a recompensa eterna.

Na sociedade moderna existe uma presunção muito comum de que todas as pessoas, na eternidade, vão ser recebidas por Deus da mesma forma, independentemente de como viveram aqui na terra. Esse estereótipo faz parte apenas do imaginário popular.

Vivem para si mesmos, nunca se importam com Deus, e imaginam que, quando morrerem, Deus tem a obrigação de recebê-los na eternidade e empossá-los na felicidade da vida eterna.

Por tudo isso, é urgente que esse conceito seja mudado e Deus seja considerado quem, realmente, ele é, paralelamente com a posição que ele deve ocupar em cada um de nós.
 
Sabemos que, pelas vias normais, para desfrutar de qualquer coisa boa da vida, ainda que mínima, a preparação é indispensável. 

Por que presumir então que, para receber o benefício de uma fabulosa, inimaginável e eterna herança de Deus, o preparo, precedido de um arrependimento prévio e genuíno, seja desnecessário?

É sábio e prudente compreender que isso precisa mudar, antes que seja tarde demais!

Para ter esse direito, o ser humano não pode fazer nada. Esse direito não existe. Não há nada que possa ser feito. Não existe mérito pessoal, nem contribuição humana alguma.

No entanto, a sorte do ser humano é a extrema e impressionante misericórdia de Deus expressa no livro de Romanos, ensinando que "... a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento" - Rm 2.4.

Por não existir mérito pessoal, nem contribuição humana, Ele deixou uma única condição que, se atendida, conduzirá qualquer pessoa a receber a graça de Deus, que é seu imerecido favor.

"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." - Efésios 2.8.

Como numa ampulheta, o tempo predeterminado está se esgotando rapidamente!