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14 de dezembro de 2016

Deus e o Livre-Arbítrio

Ézio Pereira da Silva

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Quando Deus precisa fazer alguma coisa que seja extremamente necessária, e a sua concretização é imprescindível, Ele pode, sim, determinar a sua realização, independentemente de julgarmos que Ele está sendo impositivo ou não. Afinal de contas, Ele é, de fato, o Soberano sobre todas as coisas!

Eu não tenho problemas com o determinismo de Deus. Ele pode, sim! E em muitas ocasiões Ele é determinista. Só Ele sabe o que é, de fato, necessário e, certamente faz o que for preciso - Rm 9.11.

Ora! Há algo errado com a nossa concepção a respeito do Determinismo. Temos pensado e agido como se estivéssemos dizendo a Deus que se Ele for determinista, estará cometendo um equívoco. E queremos censurar Deus de agir assim. Muitas vezes, esquecemos que Deus é Deus!

Ele faz o que quer, como quer, onde quer, durante o tempo que quer, quando quer, através de quem quer, com quem quer, pelo motivo que quer, com a finalidade que quer, independente do que sentimos ou pensamos - Rm 9.20-21.

Porventura, Deus tem de prestar satisfação a alguém quando Ele não quer? Às vezes, de livre e espontânea vontade e pelos motivos que determina, Ele presta esclarecimentos. Mas isso, não dá a ninguém o direito de questionar ou censurar os atos do Senhor.

Não podemos filosofar acima da nossa capacidade mental. Nosso próprio cérebro (ou alma) não permite isso. Não podemos extrapolar nossa limitada capacidade humana de raciocinar. Ainda que queiramos, não somos capazes disso.

O livre-arbítrio do ser humano tem um limite. Ele não é ilimitado. Está sujeito à soberania de Deus em tudo.

Por exemplo. O ser humano não escolheu nascer. Não escolheu possuir a natureza pecaminosa. Não escolhe a cor de sua pele, nem seu sexo, nem suas limitações, nem onde nascer, nem onde viver (no planeta Terra), nem... mil coisas! Estão percebendo que o gênero humano não é tão livre assim como, às vezes, achamos que é?

Entendendo isso, temos a chance de conhecermos mais a Deus, seus propósitos e seus caminhos.

Nem mesmo no meio da sociedade temos livre-arbítrio total. Estamos sujeitos à incontáveis leis e regras de convivência. Pagamos impostos (o nome já diz que é uma obrigação: é algo imposto). Somos censurados nas palavras, no comportamento, nas atitudes e ações.

A questão do livre-arbítrio precisa ser analisada com mais profundidade. 

É importante dizer que conceber o livre-arbítrio como uma permissão ilimitada para se fazer tudo que se deseja é utopia.

Mas, então, somos marionetes? Somos robôs? Depende! Eu diria: sim e não! Se somos seres pensantes, chegamos à conclusão que, amiúde, devemos nos deixar levar por certas situações que não queremos. Isso chega a ser marionetismo ou robotização? Pode ser!

Usamos a razão para aceitarmos passivamente a robotização. Podemos achar que ela seja a melhor escolha em determinados momentos e/ou situações. Depende do que imaginamos que possa acontecer se aceitarmos ou rejeitarmos. Às vezes, pode ser melhor aceitarmos; outras vezes não.

Por isso, com frequência, Deus coloca certas situações diante de nós para decidirmos. Em outras ocasiões, não! Ele simplesmente determina o que é necessário. E, assim, de fato, faz! É assim que vai ser. Quem é suficiente para questionar isso?

O que necessitamos considerar é que Deus é bom, nos ama e isso basta. Precisamos aceitar e confiar nas suas decisões. Concordar que elas são a melhor coisa para nós. Isto se torna uma honra para Deus. Deus se agrada disso!

Quando assim o fazemos, é quase certo que não teremos problemas com o livre-arbítrio. Vamos achar bom isso. Mesmo porque, se somos livres, como disse Paulo, somos escravos de Cristo - 1Co 7.22.

Querer defender o livre-arbítrio em tudo, não passa do uso forçado do orgulho latente da alma. Deus nos fez livres porém, a liberdade que temos é limitada. Nós não somos totalmente livres. Alguém duvida disso? Se duvidar, tente fazer tudo o que quer e veja que resultado obterá.

Para a surpresa de alguns, vale a informação de que nem o diabo é livre! Ao contrário do que muitos imaginam, ele não pode fazer tudo que pensa. Assim como o mar só vai até onde Deus permite, o raio de ação de satanás é determinado por Deus. Vide a fascinante história de Jó - Jó capítulos 1 e 2.

A mais sábia e excelente escolha que o ser humano pode fazer é usar o livre-arbítrio, essa capacidade extraordinária e oportunidade que Deus lhe deu, para tomar a decisão de deixar Jesus salvar a sua vida e conduzi-la para a eternidade. É decidir pela vida eterna.

Não há nada que possa se assemelhar a isso.


4 de julho de 2015

A Vida ou a Morte?

Ézio Pereira da Silva

Quem não tem medo da morte física?

Com raríssimas exceções, todas as pessoas tem pavor da morte. Ninguém, em sã consciência, deseja morrer.

Prova irrefutável disso é que, diante de uma situação de confronto com a morte, qualquer um dispõe-se a gastar tudo o que tem, e até o que não tem, para preservar sua vida; para permanecer vivo e não sofrer a morte.

Ou seja, qualquer coisa é menos desejável que a vida. 

A bem da verdade, esse é um assunto do qual muita gente não gosta de falar, nem mesmo pensar.

A morte física não traz, em si mesma, para quem a sofre, nenhum desdobramento além de deixar um corpo inerte, sem vida.

A única exceção é essa: se quem morre não recebeu de Jesus Cristo a vida eterna enquanto vivia, terá, necessariamente, de encarar, sem o mínimo preparo, a eternidade. Esta, porém, será para ele um desconhecido e tenebroso labirinto de sofrimentos indescritíveis e sem precedentes.

Interessante é o fato de que para a morte física não há solução. Ou seja, ao ser humano é imposta essa condição e, queira ou não, ele um dia terá de enfrentá-la. Como expressa um dito popular: "Para morrer, basta estar vivo!".

De fato! Desde sua concepção no útero materno, o ser humano está destinado a morrer. O processo da morte começa já a partir desse momento.

Ainda que seja uma realidade consensualmente preocupante, a morte física não é a única morte. Há uma outra que, quando considerada de maneira séria, como deve ser, se revela assustadora.

À revelia de sua vontade, o ser humano se depara com a existência de uma outra morte, incomparavelmente pior que a morte física.

Trata-se da Morte Eterna. Ou seja, a separação eterna de Deus. Ela, também, é chamada de Segunda Morte e Lago de Fogo - Ap 20.6, 14; 21.8.

A morte eterna em tudo é superior, para pior, à morte física.

Isso por implicar em consequências irreparáveis e irreversíveis, por ser eterna; e dimensões cruéis e inimagináveis, pela ausência de toda e qualquer expressão e sentimento de amor. Ver Apocalipse 2.11 e 20.6.

A causa disso é o afastamento eterno de Deus, que é a fonte desses bens, em razão de ser rejeitado e não encontrar lugar no coração do ser humano.

A morte eterna é considerada e ensinada na Bíblia Sagrada como aquilo a que toda pessoa deve considerar como de máxima importância, enquanto dura sua vida física aqui na terra.

No entanto, é notável observar que, para uma parcela considerável da humanidade, a morte eterna parece não ser motivo para muita preocupação. Isso ocorre por desconhecimento ou, quando não, por uma loucura inconsequente e sem comparação com qualquer outra insanidade, imaginável ou não.

Para a primeira morte, a física, não existe nenhum remédio. Para a segunda morte, a eterna, há uma única solução: Jesus Cristo.

Se quanto à morte física você nada pode fazer, graciosamente Deus manifesta a verdade com respeito à morte eterna, que é um inefável alívio: quem decide é você.

Deus lhe dá o livre-arbítrio, a liberdade, esse direito de escolher se quer viver ou morrer eternamente. Você é livre para escolher. Deus enviou Jesus para morrer a sua morte, a fim de dar a você o direito de optar pela vida eterna.

A informação de Deus é: ".... proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal"; - Deuteronômio 30.15 e 19"a".

O conselho de Deus é: "... escolhe, pois, a vida..." - Deuteronômio 30.19"b".

Nada obstante, observe a seguinte contradição de incontáveis seres humanos.

Para a morte física, que possui um peso e valor incomparavelmente menor, o ser humano dá extrema importância e envida seus maiores esforços, tempo e recursos para tentar tão somente adiá-la ao máximo, já que não possui condições de se desfazer dela.

Já para a morte eterna, de importância infinitamente maior, extrema e urgente, ele reserva o desprezo. Não mantém o mesmo juízo de valor.

Sabedor disso, Jesus emitiu um alerta numa pequena parábola a esse respeito e finaliza seu ensino dizendo: "Louco, esta noite pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?" - Lucas 12.17-21. 

Exatamente nesta que o ser humano deveria concentrar todos os seus esforços e imputar toda diligência para se livrar dela - porque esta é a que lhe oferece real e eterno perigo -, é a que menos lhe importa.

Atente, agora, para uma revelação extremamente relevante que a Bíblia Sagrada nos mostra.

A Morte Física é obrigatória para todas as  pessoas. Ninguém foge dela! Não há como escapar de sua ação. Motivo pelo qual, não deveria ser lhe dada muita importância.

Por outro lado, a Morte Eterna não é imposta a nenhuma pessoa. É real mas, ninguém é obrigado a sujeitar-se a ela.

Entretanto, para que não tenha nenhum efeito sobre o ser humano, ela precisa claramente ser rejeitada e substituída pela escolha da vida eterna, oferecida por Jesus Cristo. Esse é o único meio de se livrar dela, não obstante não ser imposta.

João 5.24: "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida."

Por essa razão, considere com bastante atenção essa verdade: somente sofrerão os efeitos da morte eterna quem, livremente, a escolher.

Para os que optam seguir o conselho oferecido por Deus, existe a solução: Jesus Cristo! Para estes está reservado o cântico da vitória registrado em 1Coríntios 15.55.

Finalmente, as Escrituras Sagradas anunciam o fim da morte, em todos os sentidos e dimensões. Ou seja, a morte da morte! Dessa forma, elas trazem a promessa do maior consolo a esse respeito com essas palavras: "... a morte já não existirá..." - Ap 21.4.

Meu conselho: siga o conselho de Deus e o convite de Jesus.

Romanos 6.23: "... o salário do pecado é a morte (eterna), mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor."