9 de novembro de 2016

Direitos de Deus e Arrogância Humana

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Ézio Pereira da Silva

Deus, como Criador e legítimo dono do universo, possui "alguns" direitos sobre a sua criação. 

Deus não criou o ser humano para fazer a vontade da criatura mas, a vontade dele, o Criador. Não criou a raça humana para ela mesma; como um fim em si mesma mas, para seus propósitos divinos. A criação é dele. O direito de fazer toda a sua vontade é dele e não do homem.

Como idealizador, arquiteto, projetista, criador, sustentador, mantenedor, proprietário, destinatário final e quem possui todas as prerrogativas e estabelece o propósito para tudo, ele sujeitou todas as coisas a si mesmo.

Ora! O mundo tem dono! Quem manda, de fato, neste mundo é Deus! O universo visível e invisível, é propriedade exclusiva de Deus! Quem dita, quem dá as regras é Deus! Quem estabelece todas as condições é ele, o Criador, e não a criatura.

A salvação é Ele quem concede. O perdão de pecados, a adoção de filhos, o Espírito Santo, a vida eterna, a purificação, o sustento diário, os ensinos, as orientações, a felicidade eterna, a família verdadeira, a proteção e segurança, etc. Tudo vem dele, de forma gratuita. 

Em que pese ser beneficiado com tudo que foi criado, muitas vezes o ser humano ainda se julga no direito de exigir algo ou algum capricho ou comportamento diferente de Deus em seu favor.

Fica emburrado e aborrecido com Deus por qualquer coisa que não seja de seu agrado, ou em seu próprio tempo ou conveniência. Fica ressentido por não obter resposta positiva às suas orações; de não ser atendido na hora que quer; do jeito que quer...

O ser humano não sabe, ou se esquece que, de sua parte, nada pode oferecer a Deus, nem favorecê-lo com coisa nenhuma. Com bem nenhum. A única contribuição do homem na história é ser beneficiário da bondade de Deus.

Pondere comigo! Se todas as bênçãos pertencem a Deus, ele não tem nenhuma obrigação de dá-las a ninguém. Se ele quiser, concede a quem quer, quando quer, do jeito que quer, sem ter de prestar satisfação a quem quer que seja.

Acaso, ele não tem o direito de fazer o que quer com aquilo que lhe pertence? Conforme se expressou Jesus na parábola dos trabalhadores. "Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?" - Mt 20.15.

Qual ser humano é dono de alguma coisa aqui na terra? Nenhum! Ninguém possui nada! Ninguém é dono de nada! A palavra diz: "... que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido? - 1Co 4.7.

A bem da verdade, ninguém é dono nem da própria vida. Apenas um depositário. Fiel ou infiel. Nada obstante, é responsável por ela.

Ninguém nasceu porque quis. Ninguém escolheu nascer. Ninguém teve nem terá o direito de nascer ou de não nascer. Nem de escolher a cor de sua pele, dos olhos, seu sexo, sua altura, cor natural dos cabelos, a quantidade deles nem o seu tipo. De nada adianta não querer morrer. Ninguém manda nada!

Tudo foi determinado por Deus! Assim tem de ser e assim será! A escolha foi, é e continuará a ser dele. Ainda que a vaidade humana deixe o ser humano em um estado de contínua insatisfação, ninguém pode questionar a Deus. "Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?" - Rm 9.20.

Ninguém sabe o dia de sua morte, se ela for normal, natural, não provocada. Ninguém escolhe seu porte físico, nem sua capacidade intelectual. Ninguém é  mais ou menos inteligente por escolha própria.

Deus pode fazer com cada pessoa o que bem quiser? Sim! Ele é o proprietário de todas elas. Sabia? Ele tem autoridade, soberania, autonomia e direito para isso? A resposta é: sim! "Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?" - Rm 9.21.

Ele é dono de todas e de cada vida aqui na terra, bem como em todo o universo, visível e invisível. Foi Ele quem criou tudo e todos para os seus propósitos, sejam lá quais forem. "Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha...". - Ezequiel 18.4. 

Ele não deve satisfação a ninguém, muito embora, com certa frequência, não de forma obrigada nem por imposição mas, por liberalidade, Ele abra mão e, de forma antecipada, manifesta ao ser humano a sua vontade, o que vai fazer, compartilhando seus planos e propósitos.

Deus não tem de prestar contas a nada nem a ninguém. Por outro lado, todos terão de prestar contas a Deus (Mt 12.36; Rm 14.10-12; 2 Co 5.10; Ap 20.12-13). Nesse particular, não há escolha. Deus não deixou outra alternativa para ninguém. 

Considerando essas coisas, o melhor que o ser humano pode fazer é se humilhar perante a poderosa mão de Deus e aceitar seus desígnios, sabendo que ele possui o melhor de tudo e o deseja dar a todos nós, eternamente.