30 de julho de 2017

O Plano Eterno de Deus

Ézio Pereira da Silva

"... ele faz coisas grandes e inescrutáveis e maravilhas que não se podem contar;" - Jó 5.8.
"O SENHOR fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade." - Pv 16.4.
"Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!" - Rm 11.33.


Algumas verdades bíblicas há que, se consideradas, de fato, como pontos-chave, poderão facilitar o entendimento, esclarecer questionamentos que povoam as mentes de muitos, e proporcionar respostas a várias indagações que temos nesta vida rumo à eternidade.

 
Observando esses princípios, várias dificuldades encontradas na Bíblia que não precisam existir, deverão ser suprimidas e dúvidas contornadas, podendo ser desvendados vários textos das Sagradas Escrituras ainda reputados como obscuros e de difícil compreensão.

Essas verdades devem ser acolhidas tendo como fonte o Deus Todo-Poderoso, o Ser supremo e Criador do universo, e eliminando, a todo custo, toda e qualquer tentativa de diminuir Deus em seu caráter, amor, soberania, atributos, bondade, integridade, justiça, fidelidade, poder, santidade e perfeição.

A propósito, dois dos atributos de Deus mais questionados são a Bondade e a Justiça. Seguidos, talvez, pelos da Onipotência e Onisciência. Quase toda adversidade que ocorre com algumas pessoas, Deus logo já é questionado: "Deus é injusto!" ou "Deus não é bom!"

Além disso, várias expressões demonstram com real clareza a concepção que outros possuem de Deus: "Será que Deus pode?" "Deus não sabia que ia acontecer!" "Deus foi pego de surpresa!" "Deus não esperava isso!" "Deus teve seus planos frustrados!". Esquecem, ignoram ou desconhecem Jó 42.2.

Em toda e qualquer situação, atente nessa sentença máxima: não diminua Deus em nenhum de seus atributos. Por quê? Porque isso conduz a todo tipo de erros e às mais diversas e danosas heresias.

Ou seja, reconheça Deus exatamente como a Bíblia o descreve.

Tenho percebido que, com exceção do emblemático problema da origem do mal, um mistério nebuloso que há séculos continua sem solução, muitos outros só permanecem sendo um enigma porque alguns elementos, fundamentais para uma sadia interpretação das Escrituras, são desconhecidos ou ignorados.

Sem presunção, com humildade, simplicidade, e com base no conjunto de todo o conteúdo bíblico sem, contudo, me fixar em um texto especifico, ofereço logo à frente uma sugestão do que eu imagino ser um possível entendimento para o problema do mal moral.

Não deve ser ignorado que a maior parte dos problemas do ser humano, ou mesmo a totalidade deles, tem como raiz o fato de ele possuir uma imagem distorcida e um conceito inadequado de Deus e não o aceitar como, na realidade, ele é.

Por essa razão, é indispensável que se tenha conhecimento de quatro fatores basilares determinados por Deus, os quais, se observados em conjunto, poderão se transformar em elementos elucidativos de muitos questionamentos.

Três desses fatores são abordados a seguir. O último, que versa sobre Jesus Cristo, em razão da sua singular e superior importância, terá um tratamento especial em outro artigo.

Cada um desses elementos desempenha um papel, uma função essencial nos propósitos eternos de Deus. São eles:
- O Plano Eterno de Deus;
- Lúcifer - O Agente Executivo da Essência do Mal;
- O Ser Humano - O Duplo Agente de Deus; e,
- Jesus Cristo - O Soberano Absoluto. O Supremo representante da raça humana.

Entendido isso, vamos pensar um pouco nesses elementos.


1) O Plano Eterno de Deus

Existe uma diversidade de planos secundários de Deus atendendo inumeráveis finalidades. Entretanto, o objeto da presente abordagem se limita quase exclusivamente ao seu Plano Eterno Principal, no qual estão contidos todos os demais. Além dos individuais que ele tem para cada ser humano

Para se referir ao Plano Eterno de Deus e proporcionando uma melhor compreensão do tema, os textos sagrados utilizam alguns sinônimos, tais como: propósito, conselho, projeto, desígnio, etc.

Nos infinitos cosmos tanto físicos quanto espirituais, visíveis como invisíveis, existe em andamento e em plena execução um amplo, profundo, sábio, abrangente, justo e amoroso Plano Eterno de Deus, de dimensões eternas e com objetivos definidos. Entre estes está o de destruir por completo o princípio ou a essência do mal.

Sendo total e amplamente vasto, esse Plano em curso, sob a direção suprema do Deus Todo-Poderoso, trabalha em benefício de todas as suas criações imagináveis e inimagináveis, passadas, presentes e futuras, com toda sua constituição e tudo que nelas há e que ainda possa haver.

Não está fora de cogitação, sendo plenamente possível que, em sua vontade perfeita, propósitos, soberania e sabedoria, Deus objetive, com esse Plano, estabelecer uma civilização (ou várias), um mundo novo (ou vários), um multiverso de impensável, completa e perfeita felicidade, justiça, amor, harmonia, santidade e perfeição.

Tendo sido iniciado em eras remotas eternas, conforme seus eternos propósitos, Deus idealizou, providenciou e estabeleceu os recursos imprescindíveis à execução desse Plano Eterno, o qual, partindo da eternidade passada, atua em todo seu percurso, atravessando as gerações até penetrar na eternidade futura.

Dentro desse Plano e de acordo com os seus ideais, Deus designou dois dos elementos referidos anteriormente: Lúcifer e o Ser Humano, como os agentes para ativar e operacionalizar o mal. 

Isso eles fizeram (e continuam fazendo) por meio de impressões latentes na alma e espírito (pensamentos, sentimentos...), que são os pecados interiores, e infinitas manifestações exteriores, que conhecemos como pecados expressos ou manifestos.


2) Lúcifer - O Agente Executivo da Essência do Mal

Esse ente espiritual, conhecido como Lúcifer, foi idealizado, projetado, criado e dotado de capacidade, inteligência, sagacidade, astúcia, poderes suficientes e designado por Deus, exata e precisamente para essa finalidade: ser o eficaz representante e o agente executivo do Todo-Poderoso, qualificado para absorver e representar o princípio ou a essência do mal moral.

Para reunir essas qualificações, não poderia ser ele um simples anjo, nem arcanjo, nem serafim mas um querubim, um tipo alado pertencente a uma hoste de seres angelicais de ordem superior.

Especificamente em seu caso, um querubim com características especiais em esplendor, inteligência, poder, perfeição, glória e majestade, superiores à sua própria categoria e às demais classes angelicais.

Criado, logicamente, em um nível imediatamente abaixo tão somente ao da Trindade Divina, no entanto, infinitamente inferior a Ela em todos os aspectos e cogitações.

Penso ser razoável assentir que o objetivo de Deus consistiu em concentrar em Lúcifer a totalidade da essência do mal, com toda a sua intensidade, influências, abrangência e efeitos, fornecendo-lhe as condições, poder e qualificação necessárias para materializar o mal.

Dessa forma, o mal moral estaria sintetizado, condensado e potencialmente corporificado em Lúcifer, de forma que este se convertesse em sua legítima e eficaz personificação e promovesse a sua manifestação.

Minha modesta sugestão (sujeita a aperfeiçoamento) é que o mal sempre existiu. De índole ruim e oposto ao bem, coexistia com este, como um princípio inativo na natureza, na infinita eternidade passada; em decorridos e inimagináveis tempos. Algo como uma cosmogonia anterior a desconhecidas, insondáveis e inexploradas eras primitivas eternas.

Imaginações me levam a considerar que, de alguma forma, a necessidade do mal ser ativado e as manifestações exteriores de seu caráter perverso disseminadas através de atos concretos, efetivadas tanto por Lúcifer quanto pelo ser humano, se mostravam como o único meio capaz de viabilizar a sua total e eterna aniquilação.

Com efeito, o princípio ou essência do mal seria despertado e ativado por Lúcifer e, através de ações, disseminado, com o auxílio do ser humano.

Com essa providência, Deus aniquilaria para sempre a maldade em toda a extensão, níveis, espécies e conteúdo de suas criações.

Agora, atenção! Com o objetivo de evitar compreensões equivocadas e pensamentos atribuindo a Deus a autoria do mal, observe a seguinte e importante informação: Deus NÃO criou Satanás! Ele não criou o mal nem é o seu autor! Ele criou Lúcifer! O que é total e completamente é diferente! 

Deus criou Lúcifer íntegro, sem defeito e sem pecado! Ele ainda não era o mal personificado. Era um querubim; um ser angelical perfeito e esplendoroso - Ez 28.12-15.

A verdade é que Lúcifer (o que brilha) se tornou Satanás (adversário) de Deus, somente depois de ter sido possuído pelo pecado, atraindo a si, e absorvendo em sua própria natureza, toda a essência ou princípio do mal.

Mesmo sendo o mentor e supremo comandante executivo do mal, ele não possui liberdade ilimitada para fazer tudo o que deseja, senão apenas aquilo que Deus determina ou permite, tendo, assim, um raio de ação limitado e sujeito às ordens soberanas do Todo-Poderoso.


3) O Ser Humano - O Duplo Agente de Deus

Extremamente frágil, limitado e débil, o ser humano foi criado dessa forma, atendendo um dos objetivos (existe outro) de sua criação por Deus, para que pudesse ser o agente criador, concretizador e disseminador de pensamentos, sentimentos, ações e reações perversas, denominados de pecados, que são reais expressões da essência do mal.

Tais coisas Lúcifer não poderia fazer sozinho, sem a cumplicidade do ser humano. Nem mesmo auxiliado pelos anjos que, juntamente com ele, se rebelaram contra Deus.

Concomitantemente, com as mesmas características de suas fragilidades, foi também talhado para cumprir outra finalidade diametralmente oposta: ser o instrumento de Deus, designado para testemunhar aos seus semelhantes a oportunidade de serem salvos para Glória e louvor do seu Nome.

O ser humano é pois, simultaneamente, instrumento de Deus em dois seguimentos opostos e paralelos:
1) agente do pecado, coadjuvante de Lúcifer (possuído pelo mal);
2) agente do amor, mensageiro de Deus (possuído pelo Espirito Santo).

O gênero humano foi e continua sendo usado por Deus de duas maneiras distintas, que poderíamos chamar de Dualismo Sobrenatural. Uma, como escravo do mal e do pecado; outra, como instrumento do Espírito Santo. Dois modos totalmente diferenciados e conflitantes porém, dentro de um objetivo amplo.

O alvo de ambas as missões do ser humano, embora instrumentalizado de formas diferentes, percorrendo dois caminhos diversos, visou um propósito tríplice: a) destruir definitivamente a essência do mal; b) elevar a raça humana à condição de eterna e perfeita felicidade; c) magnificar a Glória eterna de Deus.

Tanto no papel de agente do mal ou como instrumento do Espírito Santo, em ambas as situações e de maneira diversa, seria usado para cumprir os propósitos de Deus.

Os caminhos do Senhor são magníficos, perfeitos e insondáveis. Felizes são aqueles que confiam plenamente no seu amor, bondade, poder e sabedoria!



Referências bíblicas auxiliares para melhor entender este artigo:

Eternidade - 1Cr 16.36; Ne 9.5; Sl 41.13; 90.2; Dn 2.20; 7.18;
Plano Eterno - At 4.27-28; Ef 1.9-11; 3.3-6, 9-11;
Determinismo - Pv 16.4; 
Novas revelações - Jo 16.12-14; 1Jo 2.27; 
Satanás: rédea curta - 1Re 22.21-23; Jó 1.12; 2.6; Mt 4.10; Lc 8.32;
Ser humano: usado por Deus - 2Sm 12.11-12; 1Re 12.15, 24; Ez 7.21-24; Jo 19.10-11; At 2.23; 4.26-28; Rm 9.17, 20-22;
Ser humano: cúmplice do mal - Gn 3.15; 6.4; Jz 19.22; 1Re 22.21-23; 1Cr 21.1; Lc 22.3; Jo 13.27; At 5.3; Rm 1.24, 26, 28; 2Co 11.14-15; 12.7; 2Ts 2.11; Jo 13.2.

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Obs. 
Breve a segunda parte deste assunto, conteúdo sobre Jesus Cristo, o quarto fator desse intrigante tema.


                                                                                                                                                                            

27 de maio de 2017

Deus e os Talentos - Previdência e Providências

Ézio Pereira da Silva

"... E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias como se o não tiveras recebido?" - 1 Co 4.7.

Deus criou todos os seres humanos e deu a cada um deles uma habilidade específica, um talento para fazer alguma coisa e atender às necessidades da vida, conforme ele mesmo previu.

Segundo o que era imprescindível para cada pessoa, família, grupo, comunidade, sociedade, nação e para a humanidade, ele dotou a todos com um dom especial para realizar tudo o que fosse necessário.

Uns têm o perfil para a liderança; outros, o talento da música; outros, do ensino; outros, das artes, edificações, engenharias, comunicação, agricultura, desenho, administração, transportes, ciências sociais, químicas, físicas, biológicas, matemática, medicina humana, veterinária... E por aí vai.

Veja que tudo está na dependência de Deus em fazer segundo os seus propósitos, dentro de um plano perfeito que ele estabeleceu e está executando.

Ninguém deve ser tão ingênuo, ou presunçoso, a ponto de pensar que escolheu, de iniciativa própria, fazer o que quis, tão somente de acordo com seus pensamentos, vontade ou capacidade própria.

Para isso, havia latente em sua constituição, concedida por Deus, uma determinação biológica que se manifestou mais tarde, conforme seu ser se desenvolvia física e psicologicamente.

Não existe quem, amando ou detestando um determinado sabor ou aroma, possa, a partir de certo tempo, inverter essas preferências. Gostar ou não, por exemplo, de uma fruta, já vem estipulado no DNA de cada indivíduo.

As pessoas escolhem o que fazer, dentro daquilo que mais as atrai e para as quais possuem mais tendência, inclinação ou perfil. É algo ingênito, natural. Um talento que elas percebem com o tempo, e com o qual, depois, vão trabalhar para desenvolver e se qualificarem melhor.

Observe que tudo atende a um propósito e designação do Criador de todas as coisas. O Supremo idealizador e sustentador de toda a sua criação.

Sabe aquela pessoa que não tem perfil, ou habilidade, para determinado trabalho ou para executar certas ações? Não adianta forçá-las a realizar certas tarefas porque, na maioria das vezes, não vai dar em nada.

Pois é! Esses talentos são distribuídos por Deus, segundo os seus propósitos.

Exemplo disso, vemos na construção da Arca da Aliança. Todos os detalhes foram mostrados no Monte a Moisés - Ex 25.40 e 26.30.

Também no plano espiritual, Deus preordenou tudo - 1 Coríntios, capítulos 12 a 14 e Efésios 4.7-11.

Não há quem se premia ou conceda a si mesmo um talento. A pessoa apenas desenvolve ou não a capacidade que lhe foi outorgada por Deus. Aquilo que já recebeu de maneira distintiva.

Dessa forma, qualquer área da vida humana, tanto no aspecto físico, quanto no social, profissional, científico, intelectual e espiritual, possui uma dívida permanente com o Autor da vida, que é Deus!

Ninguém possui nada de sua própria autoria ou iniciativa. Tudo vem de Deus! 

E, como tudo que é bom tem origem nele, a ele são devidas toda honra, glória, louvor e ações de graça, para sempre!

Finalmente, a título de lembrança, não podemos nos esquecer, jamais, de que a Deus prestaremos contas da vida que ele nos concedeu, juntamente com todos os seus adereços.

17 de março de 2017

Aos Ministros da Morte do Supremo Tribunal Federal

Senhores Ministros,

Valho-me desta missiva para me dirigir a alguns ministros do STF - Supremo Tribunal Federal que, no conjunto de três ocasiões completaram a tríade do inaceitável: a decisão (legal?) ilegal de tirar a vida de inocentes. A trilogia da morte legalizada. Votaram e decidiram pelo assassinato de crianças em gestação, portanto, duas vezes vítimas inocentes e indefesas.
Real, cruel, violentíssimo e bem-sucedido atentado a incapazes e indefesos, por motivos fúteis.

Dessa vez, deixo de tratar vocês de excelências, visto que, nesse tema, vocês não estão sendo dignos desse pronome de tratamento formal. Optei pela informalidade.

"Pois tu formaste o meu interior tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda."
Salmo 139 - versos 13, 14 e 16.

O texto acima em referência é uma das descrições bíblicas de uma vida (embrião) humana sendo gerada por Deus no ventre de sua mãe.

Um embrião, ou feto, não é como uma árvore ou outra planta qualquer que, ao nascer, temos o domínio sobre ela e podemos podá-la ou cortá-la. Embrião, ou feto, é uma vida criada por Deus. Entenderam? E atentar contra ela é crime! Crime contra a criança sacrificada! Crime contra a Constituição Brasileira e, pior ainda, crime contra Deus! 

No entanto, na hipótese de não acreditarem na justiça divina, devem estar conscientes de que isso não tem a mínima relevância, nem altera em nada a certeza do implacável ajuste de contas eterno.
"O juízo será sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia..." - Tiago 2.13.

Vocês podem até se esquivarem da pena pelos crimes contra as crianças e contra a Constituição mas, da punição do crime contra Deus, jamais se livrarão. A menos, claro, que se arrependam desse crime nefando.

Com efeito, fazendo isso, vocês se tornaram constitucionalmente criminosos. Por isso, meu adjetivo de tratamento a vocês.

A linguagem é grave e pesada? Sim, é! Sou responsável por ela. Para o crime que vocês premeditada e irresponsavelmente cometeram, impondo à Nação Brasileira essa ignominiosa prática, apenas com palavras suaves e adjetivos brandos não há como chamar a atenção de vocês e da Nação.

Não é ofensa gratuita! Apenas expresso a verdade em razão do que fizeram e, daí, os adjetivos dos quais fazem jus.

A insanidade de vocês chegou aos ouvidos do Deus Todo-Poderoso.

Basta! Vocês estão aí para defenderem a Constituição e, em nome dela e contra ela, vocês praticam crimes?

Se pensam que estou fazendo o mal a vocês, não é essa minha intenção. Contudo, se recebem minhas palavras como tal, que assim seja! Se assim é, em contrapartida estou fazendo o bem a milhares de semelhantes seus que Deus criou porém, vocês não querem e decidiram não deixar viverem.

Não julguem que estou militando no campo do fanatismo religioso. A questão é, pelo menos e ao mesmo tempo, biológica, antropológica, sociológica, ética e, finalmente, se enquadra no âmbito do Direito Penal.

Não acredito sensibilizar vocês com outra forma de expressão, por causa da loucura das suas ações. Porque, até agora, vocês têm se mostrado de forma insana, insensíveis.

Já que vocês não são legisladores (apesar de terem usurpado o poder legislativo), nem médicos (outra usurpação ou exercício ilegal da medicina?) e menos ainda geneticistas, com base em qual lei e/ou conhecimento científico vocês instituíram, legalizaram, promulgaram e impuseram ao País essa prática abominável e criminosa, apesar do conhecimento de que ela não é mais segredo?

Não ignoro que vocês não haviam se reunido com pauta para decidirem sobre o tema. Porém, aproveitaram a chance para, quem sabe, serem simpáticos e agradarem a determinados segmentos de mulheres da nossa sociedade, notadamente os grupos feministas e, assim, criaram precedente, abrindo caminho para a legalização definitiva do hediondo e brutal crime do aborto.

O ministro Luís Roberto Barroso, usou a dura realidade das mulheres pobres e desinformadas da sociedade como muletas para justificar seu intento criminoso. Uma legítima e esfarrapada desculpa para enternecer seus pares e chegar ao seu objetivo final de conquistar votos suficientes para aprovar sua tese.

Sob o pretexto de fazerem justiça e favorecerem essas mulheres pobres que, presumidamente, não teriam condições financeiras, vocês beneficiam a vaidade feminina e contribuem para aumentar, ainda mais, a livre e vergonhosa prostituição.

O mencionado ministro sabe muito bem que, nesses casos, favorecer as mulheres pobres é obrigação do Estado. O Estado não faz porque é omisso. Como também é omisso o STF, que deveria exigir do Estado cumprir a Constituição e nada faz.

A solução nunca foi e não é o aborto. Os artigos 7 e 8 do ECA (Lei 8.069/90) determinam ao poder público a assistência e condições dignas ao nascituro e à gestante.

O que vocês fizeram? Acenaram para um crime e, de fato, o legalizaram! Portanto, se tornaram transgressores da lei. Vocês infringiram, violaram gravemente a ordem moral, civil e religiosa. Portanto, praticaram um crime, até então, punido pelas leis.

Mais grave ainda! Construíram esse cenário no âmbito de um processo em que defendiam uma clínica (de Duque de Caxias - RJ) e pessoas inescrupulosas abortivas que agiam ao arrepio das leis. A bem da verdade, nem solicitados vocês foram para darem essa opinião.

Pretextando fazer justiça, vocês colocaram em liberdade empresários criminosos que "trabalhavam" ilegalmente em uma fábrica de abortos, assassinando crianças. Desses, vocês se tornaram cúmplices.

Vocês não se enganaram, não são ingênuos, muito menos inocentes quanto a esse crime. Tiveram tempo de analisar tudo. Pois até vista do processo foi pedida.

Sem dúvida, apenas contribuíram para que se avolumasse o ganho execrável e lucros ilícitos das inúmeras clínicas de aborto existentes no País.

Vocês, por acaso, consultaram através de plebiscito, ou de outro instrumento próprio, a vontade da população brasileira, suas ideias e o que ela pensa a esse respeito? É perceptível que ela não concorda e não aceita o aborto. 

Por que então o STF quer empurrar na sociedade, goela abaixo, o execrável aborto? Uns poucos, exatamente três ministros, decidem em nome de toda a sociedade?

Tiram covardemente a vida de seres humanos nas barrigas de suas mães, sem ao menos lhes dar oportunidade de se defenderem, como manda a Constituição. 

Esse direito, conforme vocês mesmos julgam, a lei faculta até mesmo a verdadeiros bandidos e assassinos, que a sociedade brasileira já conhece muito bem.

Aconselho que voltem atrás nessa decisão de vocês, ou será mais um dos pecados abomináveis, do qual vocês terão que prestar contas ao Deus Todo-Poderoso. Eu não tenho autoridade para garantir se será só na eternidade vindoura. 

Esse juízo intermediário pode começar antes. Deus pode, se quiser,  pois é o Juiz dos juízes, o Rei dos reis e Soberano absoluto dos soberanos, requerer de cada um que votou a favor desse crime, a justificação de seus atos, enquanto ainda vivem.

Se não se arrependerem e não voltarem atrás, não pensem que escaparão aqui ou na eternidade. O pecado de vocês os encontrará e cobrará caro essa insanidade que fizerem a embriões e fetos, que o Deus Altíssimo, o Criador, continua trazendo à existência.

Isso não é uma ameaça mas, denúncia e advertência que faço valendo-me, para tal, da liberdade de expressão que a Constituição Federal me confere e, acima de tudo, da autoridade a mim delegada pela Palavra de Deus.

O Criador dá a vida e vocês tiram a vida?! Certamente, isso tem um preço a ser ajustado com Deus! 

Não se sintam ofendidos. Isso, no momento, é totalmente irrelevante e não tem a mínima importância. A menos que vocês queiram censurar a minha liberdade de me manifestar ante tamanha crueldade e aumentar, ainda mais, a medida da iniquidade de vocês e encher o cálice da ira de Deus.

O que importa agora é o tema em pauta, sobre o qual vocês devem se concentrar para responder. Não à mim mas, ao Senhor dos senhores e Ministro dos ministros.

Se vocês defendem mulheres, empresários, laboratórios e clínicas abortistas (inclusive, as clandestinas) e, por isso mesmo, criminosas, quem defenderá contra vocês as inocentes vítimas dessa sanha assassina, lucrativa, financeira e vaidosa?

E as indústrias de fetos e de cosméticos? Essas, aplaudem de pé!

O propalado, presunçoso, falacioso e suposto direito da mulher sobre o seu próprio corpo, não pode se sobrepor ao direito que possui um outro corpo (embrião ou feto) dentro do seu, dando a este um entendimento contra a razão de que é apenas parte de seu próprio corpo.

Isto se entende quando, segundo a própria natureza, a mulher não é, e jamais foi, dona de seu corpo. Seu corpo não é propriedade sua. Ela apenas deve zelar dele como algo que lhe foi concedido pelo Criador. Não sendo, portanto, de sua autoria e nem criação.

Quem conferiu à mulher o direito de decidir sobre o embrião ou o feto em seu corpo? Alguém apropriadamente já disse que eles não fazem parte do corpo da mulher. É um outro corpo; é uma outra vida que está vivendo dentro do corpo dela.

Vocês labutaram em cima, julgaram e decidiram que a criminalização do aborto viola os falaciosos "direitos fundamentais da mulher", defendidos pelo ministro Barroso. Mas, quais? É direito fundamental da mulher matar uma outra vida em seu próprio corpo?

De acordo com Barroso, a criminalização (do aborto) antes do terceiro mês de gestação viola: 
- a autonomia da mulher;
- o direito à integridade física e psíquica;
- os direitos sexuais e reprodutivos da mulher;
- a igualdade de gênero.

Interessante! Isso significa dizer que até os 3 meses não é crime, porque não é uma vida. Nada obstante, aos 3 meses e um dia passa a ser crime pois, aí já seria uma vida. É isso? Ou seja, até os 3 meses não existe vida. No dia seguinte já existe vida?

Muito interessante! Incrível mistério desvendado pelo STF!

Até onde sei, o direito à vida, conforme a Constituição, se sobrepõe a outros direitos. Mesmo os individuais.

Pergunto aos ministros: e o aborto? Não viola nada? Violação dos direitos fundamentais de vidas inocentes e, pior, sem direito de defesa? Estes direitos não existem? 

Quanto a estes, vocês fingem não ver e, de forma premeditada, desconsideram. Mesmo que a guarda, proteção e defesa da vida, garantida pela Constituição, é responsabilidade de vocês?

Defendem o pseudo direito da mulher decidir sobre o seu próprio corpo. Entretanto, a responsabilidade de defender o direito de decidir sobre o corpo e vida de inocentes está a cargo de vocês.

E o que fizeram? 

Pergunto, agora: quem vai advogar em favor desses inocentes, os quais o STF não considera seres humanos? Quanto a isso, eu mesmo respondo: o Deus que dá a vida!

Finalizando minhas objeções, é todo evidente que este artigo não é um tratado sobre o aborto. É, tão somente, um protesto e advertência dirigida a alguns destinatários, aberto ao conhecimento público. 

Não é, pois, seu objetivo discorrer minuciosamente sobre aspectos científicos do tema. Circunscreve-se, tão somente, a uma abordagem de caráter teológico, com algumas inserções (como não poderia deixar de ser) biológicas, sociais, morais e religiosas.

É uma questão religiosa? Sim! Mas, não só! É, também, uma questão biológica, ética e social. É religiosa pois se trata de quem possui o poder de criar. E este não é o STF mas, Deus, o Criador. Portanto, o STF não tem o poder de obstruir a vida. Muito menos de interrompê-la.

É esdrúxulo o STF definir e decidir sem qualquer base científica nem autoridade, quando começa a vida do ser humano. E, nessa decisão, conferiu a si mesmo, e isso em nome da lei, o direito de matar.

Finalmente, atentem para essa dura verdade:

É incrível! No Brasil, a única pena de morte que existe é para inocentes embriões e fetos.


Pastor Ézio Pereira da Silva



Imagens:
Gospel Prime e Senso Incomum

31 de janeiro de 2017

Deus e as Orações.

Ézio Pereira da Silva



Suas orações não valem absolutamente nada se Deus não quiser respondê-las.

De nada adianta determinar, exigir, lamentar, chorar, insistir, sapatear, espernear! Se Ele não quiser, nada feito! Está acabado!

Agora, nós sabemos que Deus responde às orações. No entanto, isso se deve, exclusivamente, à sua bondade infinita, graça, amor e misericórdia.

Alguém pode dizer: "Se eu tiver fé suficiente, Deus é obrigado a honrar a minha fé!" Com base na Palavra, enfaticamente afirmo: Não! Deus não é obrigado a coisa nenhuma! Ele não se obriga a nada! 

Ele só honra quando empenha a sua Palavra especificamente em alguma finalidade. É um compromisso dele para algo específico. É pontual. É uma ação singular de Deus.

Tudo é possível ao que crê? Sim, é verdade! Mas, isso significa apenas que é possível. Isso não é determinante! Quer dizer que só abre a possibilidade. Não quer dizer obrigatoriedade da parte de Deus. Tudo termina na sua perfeita vontade. Tudo está sujeito a ela. Se Ele quiser.

As nossas orações não servem para mover a mão de Deus a nosso favor mas, para mover o nosso íntimo, o nosso interior. Elas não servem para tratar com Deus. As orações servem para tratar conosco.

Elas possuem o objetivo de nos levar ao quebrantamento. Para reconhecermos que não somos nada. Que não merecemos nada! Que dependemos total e completamente de Deus.

Você perde seu tempo, além de pecar gravemente, quando pensa que pode obrigar Deus a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Não! Você não pode!

Por quê? Porque é presumir em merecimento. Ou seja, que você merece. É se firmar em uma inverdade e engano. Tem origem na vaidade e orgulho de Satanás.

De nossa parte, precisamos, em fé, confiando  em sua bondade, com corações gratos, esperar nele com humildade. Reconhecer que não existe nenhum merecimento nosso que possa mover a mão de Deus em nosso favor.

Precisamos crer e agir como disse o salmista: "... Tu não rejeitarás um coração humilde e arrependido." - Salmo 51.17b.

20 de janeiro de 2017

Deus Precisa de Profetas*

Ézio Pereira da Silva

"Não havendo profecia, o povo se corrompe..." - Provérbios 29.18a

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Em uma nação que se esquece de Deus, onde o justo é considerado ímpio e os ímpios são tidos por justos; onde os padrões se invertem, Deus precisa de profetas. Israel foi o tipo dessa nação. 1 Sm 3.1; Sl 73.2-9; 94.20-21; Is 5.20; 10.1; Lm 2.9.

Em um país onde todas as camadas da sociedade estão atingidas pela corrupção, idolatria e imoralidade, é necessário que se levantem profetas com o "Assim diz o Senhor...". Deus precisa de profetas.

Deus precisa de jovens profetas à semelhança de...

José, que tenham coragem de correr do pecado e saibam dizer não a uma adúltera refinada, tenham sonhos de Deus e uma palavra sábia para profetizar não só os tempos de vacas gordas, mas também o das vacas magras (Gn 39.7-23; 41.1-57);

Davi, que saibam dizer a um valente, guerreiro e desafiador gigante Golias " ...Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?" (1 Sm 17.26, 45-47;

Natã, que saibam confrontar um rei (poderia ser governador, presidente, pastor, ou quem fosse) culpado de adultério e assassinato: " ...Tu és o homem". Por que, pois, desprezaste a palavra do Senhor...? A Urias, o heteu, feriste à espada; e a sua mulher tomaste por mulher...". (1 Sm 12.7-14);

Samuel, que, mesmo sendo criança, saibam obedecer e declarar, na íntegra, toda a palavra de Deus (1 Sm 3.18); repreender um rei obstinado como Saul, dizendo: " o obedecer é melhor do que o sacrificar... a rebelião é como o pecado de feitiçaria..." (1 Sm 15.22-23), e não deixando de orar pelo povo (1 Sm 12.23);

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que tenham a audácia de dizer a um déspota " ...quanto a isto não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fofo ardente e das tuas mãos; ó rei. Se não, fique sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste".  E foram livres da fornalha de fogo (Dn 3.16-18);

Micaías, que teve a coragem de dizer a um rei perverso, assassino e mau, como Acabe, que o colocou numa prisão comendo apenas pão e água, tentando conseguir do profeta a garantia de que voltaria de uma guerra são e salvo: "... se voltares em paz, não falou o Senhor, na verdade, por mim." (1 Re 22.27-28);

Isaías, que tenham a coragem de declarar publicamente a uma sociedade religiosa e hipócrita: " ...não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene." (Is 1.13...);
Jeremias, que não se envergonhem de interceder pela sua nação, ao ponto de ir às lágrimas (Jr 14.13, 19-22; 15.1);

Jovem rainha Ester que, mesmo arriscando sua vida, resolveu comparecer perante o temível rei Assuero para interceder pelo seu povo, com essa firme disposição: “ ...se perecer, pereci”. (Et 4.16). Diante do mesmo Assuero denunciou o massacre de toda sua nação que o perverso Hamã, aquele que era o favorito do rei, havia planejado (Ester 7.3-6);

João Batista, que tenham coragem de dizer aos hipócritas fariseus e saduceus: " ...quem vos induziu a fugir da ira vindoura?" (Lc 3.7). E a Herodes, o tetrarca, que ia para a cama com a sua cunhada, mesmo sob pena de ser degolado e perder sua cabeça, o repreendeu e disse: “ ...Não te é lícito possuí-la." (Mt 14.3-12).

Pedro, que saibam dizer a uma população questionadora: “...Jesus, a quem vós traístes, ...negastes, ...matastes" (At 3.13-15); e perante um Sinédrio ameaçador: “...Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos...” (At 4.10); e não intimidado pelas ameaças das autoridades ímpias, bradaram: "...mais importa obedecer a Deus que aos homens" (At 5.29);

Paulo, que, para um governador insensível e corrupto, saibam discorrer sobre a justiça, o juízo vindouro e o domínio próprio (At 24.25);

David Wilkerson, que estejam dispostos a serem surrados e mortos. “Você poderia me picar em mil pedacinhos..., mas cada um deles continuaria gostando de você". Palavra poderosa bastante para salvar Nicky Cruz (Livro: A Cruz e o Punhal).

Deus precisa de...

Jovens moças profetisas que saibam dizer não aos galanteios, elogios e propostas indecentes de jovens atrevidos, audaciosos e moderninhos, que querem apenas tirar proveito de seus corpos físicos;

Jovens rapazes profetas que sejam íntegros de caráter e não se deixem levar pelos encantos físicos e atraentes de moças levianas, rebeldes, irresponsáveis e inconsequentes;

Jovens profetas que não bajulem políticos interesseiros, enganadores e corruptores que, fingindo-se irmãos, dão as suas caras com as suas promessas apenas em épocas de eleições, com o fim de conquistarem os votos de fiéis incautos e desconhecedores da palavra da Deus;

Jovens profetas que não façam comércio com a palavra de Deus. Não mercadejem a mensagem do evangelho em troca de dinheiro, de favores, de posições e outras coisas abomináveis;

Jovens profetas que não preguem uma graça barata, nem submetam o santo nome do Senhor à profanação e à blasfêmia;

Jovens profetas que não amem suas próprias vidas mais do que amam a Deus;
Jovens profetas que sejam a extensão do amor de Deus; e que permitam que ele manifeste seu amor através de suas vidas.

Jovem israelita, considerada desprezível, escrava de Naamã, o siro, que foi o ponto de contato entre o seu senhor e o profeta Eliseu, tornando-se o instrumento de cura e salvação para aquele homem pecador. Os resultados imediatos e visíveis não importam muito, mas sim os eternos.

Deus está procurando jovens com qualidade... "Achei Davi..., homem segundo o meu coração,..." (1 Sm 13.14; At 13.22).

Abra mão dos seus projetos humanos em favor dos projetos de Deus.

Esta não é uma convocação comum; talvez escandalize alguns e torne outros perplexos. Mas, é necessário que se complete o número dos que serão salvos. O que tem de ser realizado poderá muito bem ser desenvolvido enquanto cumprem o chamado do Todo-Poderoso. "Enquanto iam..." (Mt 28.18).

Que os jovens não cuidem apenas dos negócios desta vida. Que se espalhem como formigas de um formigueiro para conquistar almas para Jesus. João Wesley fez grande diferença na Europa e impactou o mundo de sua época. 

Cerca de 100.000 Jovens da Coréia do Sul são exemplos. Em 1995 fizeram um compromisso de se espalharem por toda a face da terra, a fim de alcançarem para Deus, principalmente, seus declarados inimigos: Coréia do Norte e Japão.

Pais, aqui presentes, dediquem seus filhos à nobre causa das missões mundiais. As ministrações deste congresso se aplicam em dois propósitos principais: a) Santidade para viver; b) Unção para testemunhar.

As nações, povos e tribos da terra estão esperando por vocês.

Espalhem-se por todo o mundo a fim de encher a terra com a doutrina de Jesus, como os discípulos encheram Jerusalém nos dias da igreja primitiva (At 5.28).

Normalmente já temos um modelo, um protótipo do que seja a vida dos jovens e adolescentes. Mas Deus está convocando vidas para fazerem a diferença no meio desta atual geração.

Deus quer estender o seu manto profético sobre você, jovem e adolescente. Leia sobre o chamado de Eliseu para ser profeta (sacrificou sua junta de bois) e sua confirmação (pela sua persistência) no arrebatamento de Elias (1Re 19.19-21; 2Re2.1-15).

Os jovens possuem a energia física, disposição e potencial para, cheios do Espírito Santo, cumprirem os desígnios de Deus para esta geração. Os jovens possuem, naturalmente, força e disposição para desafios e aventuras, ainda que, se necessário for, tenham de sofrer.

Normalmente, os jovens são uma classe ousada. Mude o rumo, o alvo de sua ousadia. Em vez de ser ousado para falar gracinhas ou mostrar que é moderno, avançado e extrovertido, mostre sua coragem no serviço a Deus.

Torne-se um adolescente e jovem ousado, como foi Josafá (2 Cr 17.6).

Josias iniciou seu reinado com  8 anos e começou a buscar a Deus aos 16 (2 Cr 34.1-3).

A disposição de Ezequias de buscar ao Senhor (2 Cr 29.10. Ver Esdras 7.10).

A coragem mais forte e maior que um jovem ou uma jovem pode demonstrar é servindo ao Senhor. Aí sim! Ele prova que realmente é corajoso.

Que não sejam como nuvens sem água, participando de movimentos sem sentido, sem razão, sem consistência e sem substância. Que para você o congresso não seja mais um movimento apenas, mas que o trabalho que você está participando dê fruto, seja concretizado em ações específicas e definidas.

Tenham a visão predita por Joel e Pedro “ ...vossos jovens terão visões” (Jl 2.28; At 2.17). Pegue a visão. Que este seja um congresso inesquecível, especialmente para você. Faça o maior e melhor investimento de sua vida. Dedique a sua energia física e gaste seu vigor em favor da evangelização dos povos.

Os que têm frequentado igrejas por não terem outra opção, ou para se aproveitarem de jovens ingênuas... ou nem tanto. Os que são filhos de crentes e que não pensaram, até agora, em um compromisso sério, levantem-se! Deus chama vocês! 

Eventualmente, acontece de existirem situações graves que requerem o nosso posicionamento. Quando esses momentos chegam, a única coisa que não devemos fazer é nos omitirmos, como fez inicialmente o profeta Jonas.

Às vezes, é necessário ficarmos calados. Outras, exigem de nós manifestação verbal e comportamental, como expressões de Deus dirigidas aos homens, através da voz profética.

Talvez você esteja, como Saul, correndo atrás das jumentas de seu pai (1 Sm 9 e 10).

Deus tem algo muito mais importante para você!










* Parte de mensagem que proferi em um Congresso de Jovens das Igrejas de Cristo, em Taguatinga-DF, no ano de 1997. Com ligeiras adaptações.

10 de janeiro de 2017

Quando Deus Não Fala

Ézio Pereira da Silva


Resultado de imagem para silencio de Deus O silêncio de Deus é uma das maiores, mais frequentes e instrutivas respostas que ele nos dá.

Por que Deus não fala conosco nos avisando da aproximação de um perigo iminente?

Por exemplo: ele está vendo quando um veículo se aproxima e colide com o seu, você quase morre, é levado para um hospital, passa grande sofrimento, dores, perigos de morte, muita agonia, além de enormes prejuízos financeiros.

Por que ele, de alguma forma, não fez você saber antes? Se o avisasse, você poderia ter chances de evitar o acidente.

Ou, quem sabe, poderia ter enviado um anjo para livrar você do ocorrido. Não está escrito que os anjos de Deus são espíritos ministradores enviados em favor dos que hão de herdar a salvação? Hebreus 1.14.

Também que não deixará que tropeces nalguma pedra e guarda em todos os seus caminhos? Salmo 91.11-12.

Ou será que ele fala e não damos ouvidos? Não escutamos? Parece que esse fato é bem frequente. 
Pedro foi advertido. Adiantou? De certa forma e de imediato, não! Ele perigosamente negou o Senhor. 

Apesar de que, de outra forma, sim, visto que ele teve o privilégio de saber e entender que Jesus era quem afirmava ser: O Filho de Deus. Mas, isso já foi remendo, numa ação misericordiosa de Deus. No entanto, para Pedro, primeiramente ele não ouviu.

Pense nesse exemplo. Um AVC (Acidente Vascular Cerebral) não acontece de repente. É um processo lento. Começa com a formação de um coágulo de sangue que caminha lentamente, em direção ao cérebro, e termina provocando um acidente, muitas vezes mortal. Quando não, pode causar sequelas gravíssimas.

Deus estava vendo tudo nitidamente, de maneira total e perfeita, desde antes do processo ter sido iniciado.

Por que Deus não avisou a Davi sobre o incidente com Bate-Seba? Por que Davi não foi prevenido antes do perigo eminente? Será que não foi?

Por que Acã não foi advertido antes de se apropriar dos objetos proibidos? Fato que causou a morte dele e de seus familiares. Neste caso, ele já sabia.

Com raras e excepcionalíssimas exceções, podemos estar certos de que, de alguma forma e na grande maioria das vezes, Deus anuncia os seus avisos.

Quando Deus fala, nós, realmente, ouvimos? Aqueles que vivem em comunhão íntima e contínua com Deus, possuem maiores e infinitas chances de ouvir sua voz, no íntimo ou de uma outra maneira qualquer, através de circunstâncias diversas.

E quando Deus não fala ou pensamos que ele não fala? Bem! Essa é uma questão muito ampla. Possui uma quantidade enorme de respostas, com desdobramentos variados.

"Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça." - Is 59.1-2.

O pecado pode ser um das razões do silêncio de Deus. Esse deve ser considerado como um dos mais comuns e importantes motivos para a recusa de Deus em falar e fazer. Ou seja, a resposta de Deus, nesse caso, é bloqueada pelo pecado.

Caso o motivo não seja pecado, é imprescindível ter a certeza de que Deus não falou. Dificilmente ocorre de ele não falar. É quase impossível que ele não tenha falado. O comum é ele falar e nós, por razões diversas, não ouvirmos. 

E quando ouvimos, não damos a devida atenção. Isso, quando não desdenhamos e fazemos pouco caso, dando pouca importância à sua voz. Tudo isso nos leva a lamentos posteriores.

Se, porém, seu silêncio se confirme, necessário se faz saber o motivo pelo qual ele preferiu não se manifestar. É certo que há várias razões, ou pelo menos uma, pela quais ele deixa de falar.

Entre outras, a falta de comunhão com Deus e com os irmãos, a distração, as preocupações paralelas, os interesses mundanos, a obstinação com relação à Palavra de Deus, a falta de oração, de quebrantamento, a inquietação, etc. Todas essas coisas são obstáculos para se ouvir a voz de Deus.

Por último, não poderia deixar de mencionar a falta de perdão, de perdoar. Essa é uma razão fortíssima para o silêncio de Deus.

Quando Deus não faz ou não fala, suas razões são as mais diversas. 

Algumas das possíveis formas de Deus responder às orações:

Sim! Vai fazer (responder) do jeito que foi pedido.
Sim! Vai fazer (responder) de maneira diferente.
Não! Falou (respondeu) mas, sua resposta, em vez do silêncio, é negativa.
Sim! Vai atender o que foi pedido mas, não agora. A orientação é: Espere!
Sim! Fará o que foi pedido mas, em parte.
Sim! Vai fazer conforme foi pedido mas, condicionado a perdão, reconciliação, restituição, confissão, etc.
Sim! Vai atender em parte, condicionado a perdão, reconciliação, restituição, confissão, etc.

Nesses exemplos, dá para perceber que, na maioria das vezes, a resposta é: sim!?
É, na verdade, sim, o que é muito animador. Porém, possui condições a serem atendidas.

Quando Deus silencia, há motivos mais que justos para Ele assim o fazer. 

De nossa parte, precisamos entender que devemos buscar, com humildade, as razões de Deus para o tipo e qualidade de suas respostas, além de procurar compreender o tempo de espera e as motivações dos nossos corações.

"Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso, em silêncio." - Lm 3.26.