24 de abril de 2016

A Intrigante e Necessária Queda de Lúcifer e da Raça Humana - O Inimaginável Propósito - Terceira Parte

Ézio Pereira da Silva 
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Sendo Deus bom e amoroso como, de fato, é, teria cabimento Ele permitir todo o mal acontecer e não destruí-lo total e definitivamente, antes de exercer suas ações destrutivas?

Para todas essas questões, conforme disse antes, há apenas uma e simples resposta: Existe um plano de Deus para tudo isso! Podemos considerar essa questão como uma parte da meta-história. Como se tivéssemos olhos observando a história, do lado de fora dela.                    

Tudo o que acontece no universo infinito está intimamente ou diretamente associado ou relacionado com a vontade de Deus; seja para determinar, permitir ou rejeitar. Todas as coisas passam, necessariamente, pela vontade perfeita ou a vontade permissiva de Deus.

Nada acontece, ou deixa de acontecer, no universo infinito, visível e invisível, sem que Deus mande ou permita! Absolutamente nada! Sem o aval dele, nada é feito. Seja por intervenção pontual e imediata, direta ou indireta, em dado momento na história ou por intermédio de lei promulgada e pré estabelecida.

Verdadeiramente, Ele é o Senhor absoluto de todas as coisas!
Esse fato precisa ser considerado como premissa para tudo que se move no universo e tem vida. De igual modo, o mesmo vale para tudo que é inanimado.

Para uma singela pergunta, como:
Porventura, pode acontecer alguma coisa na terra sem que Deus permita?
A resposta será: Não! Isso é impossível! Ou é da vontade perfeita ou permissiva dele. Jamais, porém, sem consentimento seu. Ainda mesmo quando algo possa lhe trazer algum desprazer, de alguma forma, se sua ocorrência for imprescindível.

Essa verdade, entretanto, não isenta o ser humano de sua responsabilidade. 
O universo tem um único dono! E esse dono manda nele e em tudo que nele há, tendo sobre ele o domínio eterno e absoluto e o controle total.

Ele exerce seu controle na natureza física (Mt 10.29) formada por Ele, e sobre os seres vivos, criados por Ele (João 19.11).

Como seu plano ora em curso, Deus está colocando ordem no caos que se instalou no cosmos, e consertando tudo aquilo que foi atingido com a conflagração revoltosa de Lúcifer - Satanás, o Dragão, que envolveu parte dos anjos e afetou aspectos físicos do planeta Terra - "Terra sem forma (caos, confusão)..." - Gn 1.2; "Houve batalha no céu" - Ap 12.7-13.


II - O PLANO IMENSURÁVEL, INIMAGINÁVEL E PERFEITO

Para justificar ou explicar coisas tão grandiosas, profundas, profusas, sofridas, dolorosas que aconteceram aqui na face da terra, tanto de bom quanto de ruim, somente um plano inimaginável e propósito magnífico e elevado poderia ter sido idealizado, planejado e levado a efeito por Deus.

Esse plano de Deus é completamente bom, perfeito, necessário, justo, amoroso, grandioso, inaudito, imensurável, benéfico, sábio, relevante, urgente, inadiável, irreversível, inédito, solucionador, único, singular, insubstituível, eficaz, inspirado, definitivo, inerrante, não sujeito a experimento, certeiro, provado e aprovado, definido, oportuno/tempestivo, previsto, preparado, independente, imposto, poderoso, envolvente, outorgado, não sujeito a avaliações, abrangente e universal (o universo infinito, visível e invisível). 
Caso não fosse, Deus, com certeza, não o teria colocado em prática.

Um dia, na eternidade, quando tivermos sido plenamente aperfeiçoados pelo Senhor e tudo houver sido desvendado, vamos saber, conhecer e entender tudo e o porquê de todas as coisas aqui na terra terem acontecido da forma como aconteceram.


OPÇÃO ÚNICA OU MELHOR OPÇÃO 

Era extremamente necessário o pecado entrar no mundo! Isso podemos afirmar com certeza absoluta. Pelo menos, pelo seguinte motivo: se não houvesse essa necessidade ou, ainda que tivesse, Ele não quisesse, o pecado não teria, de forma nenhuma, atingido a raça humana. Exatamente, por Deus ser quem Ele é e ter o caráter que possui.

Quem poderia ter introduzido o pecado no mundo sem que Deus não o soubesse antes, não permitisse ou não quisesse? O que poderia forçar o Senhor Deus a isso?

Na hipótese de não ter sido sua vontade, Ele tinha poder suficiente para impedir e não o fez. Por quê? A razão é porque não quis impedir. Mesmo Ele sabendo antecipadamente de todas as suas consequências.

Por outro lado, se Deus queria estabelecer seu plano, como de fato o fez, quem poderia impedi-lo? Qual seria o ser suficientemente poderoso para estorvar Deus de cumprir os seus propósitos? "Agindo Eu, quem impedirá?" - Isaías 43.13.

Indagações simples se fazem necessárias: 
Deus poderia ter criado o ser humano com uma condição diferente? Ou seja, sem a possibilidade de pecar?

Fundamentada em alguns traços de sua personalidade, conforme discorremos um pouco antes, a resposta óbvia para esse questionamento é: sim! Deus poderia ter feito o homem não sujeito à queda!

Essa condição atenderia o propósito de Deus, qualquer que fosse ele?
Por que razão Deus não escolheu essa opção? Por qual razão Ele fez como fez?

Em decorrência dessa obviedade, faz-se imperiosa, então, outra pergunta: se Ele podia, então por qual razão não fez?

Se não o fez e optou por fazer como fez, conclui-se que, por tudo aquilo escrito acima, é evidente que existia uma necessidade irremediável, indubitável e uma razão extremamente grandiosa e imensurável para isso.

Essa razão extrapola todos os limites da eternidade, vai muito além do entendimento e foge da compreensão, pensamentos e cogitações dos seres humanos.

Se houvesse outra alternativa, fica extremamente claro que Deus não usaria essa opção. Ou, pelo menos, lançaria mão de outra melhor.

Entretanto, sem qualquer dúvida, essa foi a escolhida por ser a melhor, mais justa, boa, correta, necessária, perfeita e amorosa, já que tudo o que Deus faz possui intrinsecamente essas qualidades.

E Ele o fez de forma justa, amorosa, sábia e objetiva. Ou seja, criar o ser humano com a possibilidade de pecar. Sujeito ao pecado. O pecado deveria, necessariamente, entrar no mundo, através do ser humano.

O PLANO INDESCRITÍVEL 

Há um propósito gigantesco e extremamente maravilhoso, amoroso, benigno, sábio, incompreensível, de um mistério tão nobre quanto enorme, que nunca pode até agora ser revelado ou, pelo menos, não compreendido na sua essência, permanecendo, ainda, inaudito, encoberto, incognoscível, até mesmo, por muitos dos mais íntimos homens e mulheres de Deus.

Esse plano engloba não apenas a humanidade de todos os tempos. Vai além ainda, afetando todos os seres vivos naturais e sobrenaturais, todos os aspectos físicos da natureza, de todos os lugares visíveis e invisíveis do universo. Continua oculto desde milênios e da eternidade passada. Extrapola os limites do que é material e palpável e envolve todas as esferas sobrenaturais e espirituais.

Pode ser que Deus, por alguma razão, nunca quis ou, talvez, não tenha podido revelar aos seres humanos, mesmo aos seus filhos, qualquer indício do que seja seu conteúdo.

Tal projeto divino objetiva beneficiar seres humanos e seres sobrenaturais; destruir, para sempre e pela raiz, a essência do mal e todas as suas consequências, em todas as extensões do universo infinito visível e invisível.

Qual foi o propósito de Deus em criar o ser humano sujeito ao pecado? O que Ele queria com isso? Mais ainda; o que Ele está fazendo agora, neste exato momento na história da humanidade?

Há que se saber: Quem somos nós? De onde viemos? Por que razão estamos aqui?
Qual o sentido da vida? Para onde vamos?
Quem naturalmente não deseja ter conhecimento dessas coisas?
Quem poderia saber se respostas corretas a essas indagações não pertencem ou não estão contidas nesse grandioso propósito de Deus?

Seria uma pensamento, uma lógica, uma teoria e uma teologia do absurdo imaginar que, sendo Deus quem é e o que é, permitir, concordar ou não se importar com tudo que já aconteceu e acontece no mundo, sem que houvesse em curso um plano que justificasse tudo que ocorreu na história humana até agora.

Sua implementação era irreversível, irremediável, inadiável e de concretização inabdicável e imprescindível. Se houvesse opção diferente, menos sofrida e menos trágica, quem sabe Deus a teria escolhido?

Por qual razão Deus, o Pai, sacrificaria a vida de seu Filho Jesus Cristo e o submeteria ao maior, indescritível, profundo, abrangente e cruel sofrimento, sem precedentes nem subsequentes na história do ser humano, sem que houvesse uma necessidade real, concreta para isso?

Reforçando os questionamentos:
Deus sabia que Lúcifer iria pecar e se rebelar contra Ele? Sabia!
Então, por que Deus o criou assim?
Deus sabia que o ser humano iria cair em pecado? Sabia!
Por que Deus o fez com a possibilidade de pecar e não o criou isento?

A resposta é uma só: a imprescindibilidade de o pecado entrar em Lúcifer e na raça humana, para cumprir um propósito maior, arquitetado na antiguidade passada.
Isso não poderia deixar de acontecer! Por quê?

Porque havia em andamento como, de fato, ainda há, um plano perfeito de Deus para tudo isso. Havia uma necessidade impreterível. Não podia deixar de ser executada.

Por essa razão, foi propósito de Deus que o pecado entrasse primeiro em Lúcifer e, depois, no mundo. Ou seja, na raça humana.
Qual era o objetivo? Ainda não sabemos! Só podemos afirmar seguramente que havia um plano nos desígnios eternos de Deus.

Sua origem remonta a bilhões de anos atrás, a eras eternas, muito além do alcance e do conhecimento humano.

Tudo isso faz parte de uma realidade mais ampla, abrangente e um propósito maior no plano eterno de Deus, com implicações futuras para o infinito universo espiritual, humano e físico.


III - AGENTES REPRESENTANTES DO MAL

Não quereria Deus, porventura, personalizar o mal, designando-lhe agentes representantes (Lúcifer e o ser humano) e, com isso, fazer com que ele (o mal) deixasse de ser apenas um princípio, uma essência, e se revelasse tal como é, a fim de que fosse destruído para sempre?

Por esse motivo, na sua infinita graça, sabedoria, soberania, poder e propósitos para o futuro eterno do universo infinito, visível e invisível, com tudo o que nele há, Deus criou e está usando um ser extremamente forte e poderoso (Lúcifer) e um ser extremamente fraco e débil (o ser humano).

Fez deles agentes portadores e executores do pecado, que é a manifestação real e concreta do princípio e essência do mal já existente no cosmos, com o objetivo de exterminá-lo, de forma completa e definitiva.

Será que já passou pela cabeça de alguém que Deus teria usado Lúcifer, um ser angelical fortíssimo, dotado de capacidade e condições adequadas para ser o principal e poderoso agente, que pudesse representar, com eficácia, toda a essência do mal?

Logicamente, como ser criado, sua posição hierárquica em poder é infinitamente inferior à Santíssima Trindade mas, superior a qualquer outro ser criado por Deus, haja vista ter promovido uma rebelião de anjos contra Deus - Ap 12.3-4.

Do outro lado, já imaginamos o quanto o ser humano é frágil em tudo? Um verdadeiro vaso de barro, quebradiço, fraco em extremo. Necessita, para sobreviver, manter uma luta diária e constante contra os limitadores da vida. 

Se não se alimentar, morre; se não respirar, morre; se não ingerir líquidos, morre; se não dormir, morre; se sua pressão arterial cair demais, morre; se subir demais, morre; se sair da atmosfera terrestre sem preparo, morre!

Além disso, está sempre sujeito e convivendo com os perigos de enfermidades, pestes, doenças, as mais diversas. Pode morrer de frio, de calor, por acidentes diversos, etc. Possui, ainda, um corpo em extremo fraquíssimo, sujeito às mais estranhas loucuras e ações de todas as espécies de males.

Tudo isso, sem contar com os perigos espirituais, que possuem o potencial de levar o ser humano  a situações inexplicáveis, que podem acabar em morte física e culminar com a morte espiritual eterna.

Qual a razão de toda essa extrema debilidade? Evidente, que Deus quis criar ele assim, com um propósito. Poderia ter formado uma criatura muito forte mas, não quis. Não era para ser! Não podia ser!

Tudo tem um sentido, uma razão, uma finalidade! Além de extremamente débil, acrescente-se, ainda, sua queda no pecado. Tornou-se um ser ainda mais dependente de Deus, da sua graça, de seu favor e, também, alvo de sua misericórdia.


CONTRASTES

Nada disso é sem sentido ou sem propósito. Mostra que a manifestação do bem origina-se no íntimo do coração de Deus. Isso motiva a ação misericordiosa de Deus pelo ser humano. "Onde abundou o pecado superabundou a graça". Ou seja, sem Deus não há vida! À parte dele, apenas a morte prevalece em todas as dimensões da vida, com consequências próprias.

Deus mostra, dessa forma, a essência do bem. Não haveria como o bem se revelar como bem, se não houvesse o mal como parâmetro, contrastes ou comparação.
Percebem isso? O bem só pode ser entendido, visto, percebido e recebido como bem, se contrastado ou comparado com o mal. De outra forma, não há compreensão do caráter daquilo que é bom.

Coisas opostas se revelam, ou se definem, é pelo contraste existente entre elas.

Daí o mal ter de se revelar com todo o vigor de sua força e extremamente mau sobre uma criatura frágil, a fim de que Deus, com o bem, se expresse como infinitamente bom, revelando, mostrando e oferecendo a sua misericórdia.

Dá para entender essa forma de Deus revelar o bem? Somente com a presença do mal, que é o contraditório, isso pode acontecer.

Entendo todas essas coisas como uma das razões da necessidade da queda. O bem só pode ser entendido e percebido como bom, se comparado ao mal. E, como o bem é bom em extremo, faz-se necessário um mal muito grande, também extremo em quantidade e qualidade, para que possa ser ressaltada a extrema bondade do bem.

O mal precisa ser visto, entendido e sentido na sua realidade. Isto é, como a antítese do bem. Ou vice-versa; o bem como a antítese do mal.


CONCLUSÃO

Tudo que já aconteceu no mundo, tudo o que está acontecendo e o que ainda virá a acontecer, já era do conhecimento eterno do Deus Eterno e ainda continua sendo.

Tudo o que foi escrito até aqui, mostra a lógica cristalina do que o Senhor fez e, sobretudo, a razão e a necessidade do estabelecimento daquele idealizado e sábio plano de Deus, conforme descrito acima, resumidamente.
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Deus sabe o que faz! Precisamos entender e receber as verdades da sua Palavra!
Ele viu que era necessário fazer exatamente como fez. Isso deve bastar para nós!

Sabendo que Deus está "...desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra...". Efésios 1.9-10.

Em suma, só nos resta, em tudo, confiar em Deus e em seus propósitos. E temos uma ótima razão para isso: Ele jamais decepcionou ninguém. Nem o fará jamais!