4 de julho de 2015

A Vida ou a Morte?

Ézio Pereira da Silva

Quem não tem medo da morte física?

Com raríssimas exceções, todas as pessoas tem pavor da morte. Ninguém, em sã consciência, deseja morrer.

Prova irrefutável disso é que, diante de uma situação de confronto com a morte, qualquer um dispõe-se a gastar tudo o que tem, e até o que não tem, para preservar sua vida; para permanecer vivo e não sofrer a morte.

Ou seja, qualquer coisa é menos desejável que a vida. 

A bem da verdade, esse é um assunto do qual muita gente não gosta de falar, nem mesmo pensar.

A morte física não traz, em si mesma, para quem a sofre, nenhum desdobramento além de deixar um corpo inerte, sem vida.

A única exceção é essa: se quem morre não recebeu de Jesus Cristo a vida eterna enquanto vivia, terá, necessariamente, de encarar, sem o mínimo preparo, a eternidade. Esta, porém, será para ele um desconhecido e tenebroso labirinto de sofrimentos indescritíveis e sem precedentes.

Interessante é o fato de que para a morte física não há solução. Ou seja, ao ser humano é imposta essa condição e, queira ou não, ele um dia terá de enfrentá-la. Como expressa um dito popular: "Para morrer, basta estar vivo!".

De fato! Desde sua concepção no útero materno, o ser humano está destinado a morrer. O processo da morte começa já a partir desse momento.

Ainda que seja uma realidade consensualmente preocupante, a morte física não é a única morte. Há uma outra que, quando considerada de maneira séria, como deve ser, se revela assustadora.

À revelia de sua vontade, o ser humano se depara com a existência de uma outra morte, incomparavelmente pior que a morte física.

Trata-se da Morte Eterna. Ou seja, a separação eterna de Deus. Ela, também, é chamada de Segunda Morte e Lago de Fogo - Ap 20.6, 14; 21.8.

A morte eterna em tudo é superior, para pior, à morte física.

Isso por implicar em consequências irreparáveis e irreversíveis, por ser eterna; e dimensões cruéis e inimagináveis, pela ausência de toda e qualquer expressão e sentimento de amor. Ver Apocalipse 2.11 e 20.6.

A causa disso é o afastamento eterno de Deus, que é a fonte desses bens, em razão de ser rejeitado e não encontrar lugar no coração do ser humano.

A morte eterna é considerada e ensinada na Bíblia Sagrada como aquilo a que toda pessoa deve considerar como de máxima importância, enquanto dura sua vida física aqui na terra.

No entanto, é notável observar que, para uma parcela considerável da humanidade, a morte eterna parece não ser motivo para muita preocupação. Isso ocorre por desconhecimento ou, quando não, por uma loucura inconsequente e sem comparação com qualquer outra insanidade, imaginável ou não.

Para a primeira morte, a física, não existe nenhum remédio. Para a segunda morte, a eterna, há uma única solução: Jesus Cristo.

Se quanto à morte física você nada pode fazer, graciosamente Deus manifesta a verdade com respeito à morte eterna, que é um inefável alívio: quem decide é você.

Deus lhe dá o livre-arbítrio, a liberdade, esse direito de escolher se quer viver ou morrer eternamente. Você é livre para escolher. Deus enviou Jesus para morrer a sua morte, a fim de dar a você o direito de optar pela vida eterna.

A informação de Deus é: ".... proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal"; - Deuteronômio 30.15 e 19"a".

O conselho de Deus é: "... escolhe, pois, a vida..." - Deuteronômio 30.19"b".

Nada obstante, observe a seguinte contradição de incontáveis seres humanos.

Para a morte física, que possui um peso e valor incomparavelmente menor, o ser humano dá extrema importância e envida seus maiores esforços, tempo e recursos para tentar tão somente adiá-la ao máximo, já que não possui condições de se desfazer dela.

Já para a morte eterna, de importância infinitamente maior, extrema e urgente, ele reserva o desprezo. Não mantém o mesmo juízo de valor.

Sabedor disso, Jesus emitiu um alerta numa pequena parábola a esse respeito e finaliza seu ensino dizendo: "Louco, esta noite pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?" - Lucas 12.17-21. 

Exatamente nesta que o ser humano deveria concentrar todos os seus esforços e imputar toda diligência para se livrar dela - porque esta é a que lhe oferece real e eterno perigo -, é a que menos lhe importa.

Atente, agora, para uma revelação extremamente relevante que a Bíblia Sagrada nos mostra.

A Morte Física é obrigatória para todas as  pessoas. Ninguém foge dela! Não há como escapar de sua ação. Motivo pelo qual, não deveria ser lhe dada muita importância.

Por outro lado, a Morte Eterna não é imposta a nenhuma pessoa. É real mas, ninguém é obrigado a sujeitar-se a ela.

Entretanto, para que não tenha nenhum efeito sobre o ser humano, ela precisa claramente ser rejeitada e substituída pela escolha da vida eterna, oferecida por Jesus Cristo. Esse é o único meio de se livrar dela, não obstante não ser imposta.

João 5.24: "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida."

Por essa razão, considere com bastante atenção essa verdade: somente sofrerão os efeitos da morte eterna quem, livremente, a escolher.

Para os que optam seguir o conselho oferecido por Deus, existe a solução: Jesus Cristo! Para estes está reservado o cântico da vitória registrado em 1Coríntios 15.55.

Finalmente, as Escrituras Sagradas anunciam o fim da morte, em todos os sentidos e dimensões. Ou seja, a morte da morte! Dessa forma, elas trazem a promessa do maior consolo a esse respeito com essas palavras: "... a morte já não existirá..." - Ap 21.4.

Meu conselho: siga o conselho de Deus e o convite de Jesus.

Romanos 6.23: "... o salário do pecado é a morte (eterna), mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor."